sexta-feira, 31 de dezembro de 2004

quarta-feira, 29 de dezembro de 2004

Cinema Show



Em 2004 pude bater meu próprio recorde pessoal e assisti a 26 filmes no cinema. Só pra efeitos de comparação, foram 17 no ano passado. Não chega nem perto do que verdadeiros amantes da sétima arte assistem, mas, pô, haja grana. Esse mês de dezembro pus-me a assistir alguns daqueles que queria checar em meio ao barulho de pipoca e celular tocando mas acabei perdendo, como 21 Gramas e Dogville. Mas mesmo no cinema pude assistir a muita coisa boa.

Muita porcaria também, é claro. 2004 foi ótimo em porcarias. Tróia, por exemplo. Atores inexpressivos (o Légolas nunca esteve tão boboca), trilha sonora esquisita, até o Cavalo de Tróia decepcionou. Outro "grande" momento foi quando eu e uns amigos entramos pra ver Anjos da Noite - Underworld. 20 minutos depois saímos e fomos pra sala de Scooby-Doo 2. Dublado, ainda por cima. Tava tão lotado de criança fazendo algazarra que tivemos que assistir o filme na escada.

Nem tudo virou bosta, como diria Rita Lee. Aí vão os meus favoritos, sem muita ordem de preferência:

Encontros e Desencontros
Ou "Esqueceram de Nós - Perdidos no Japão".

Diários de Motocicleta
Che antes de virar pôster, como disse Roberto Pompeu de Toledo. Um dos melhores do ano.

Kill Bill
Diversão estilo Mortal Kombat. O volume II decepcionou um pouco, é verdade. Mas até hoje assobio a musiquinha da enfermeira de tapa-olho.

Shrek 2, Homem-Aranha 2 e Doze Homens e Outro Segredo
Continuações à altura do original. No Shrek o que estraga é que o final é o mesmo do primeiro. No Homem-Aranha o que estraga são as lições de moral, extendidas além da conta. Já Doze Homens... bem, esse é muito melhor que o outro.

Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças
Foi uma experiência interessante, mas também um erro grave, fazer o que eu fiz: ler o roteiro todo antes de assistir. Perdi várias das surpresas do roteiro, além de ficar insatisfeito com o final (cortaram o fim original do roteiro). Talvez a Lacuna Inc. possa apagar minha memória para que eu me surpreenda com esse ótimo filme quando for ver novamente.

Os Incríveis
Melhor desenho da Pixar e um dos melhores de animação computadorizada, só empatando com o primeiro Shrek. E ponto.

Fahrenheit 11 de Setembro
Tendencioso, sem dúvida. Mas bom pra caramba. E olha que nem cumpriu seu "objetivo" principal, que era tirar Bushinho do poder. Michael Moore deve estar satisfeito por ter mais quatro anos de piadas em cima disso.

Bônus track só pra constar
Os outros filmes assistidos no cinema foram: a última parte da Trilogia do Anel; os convencionais O Último Samurai e Mestre dos Mares; o divertido Escola de Rock; Paixão de Cristo, já comentado num post antigo do bISELHO; um monte de filmes apenas ok (Cazuza, Harry Potter 3, Eu Robô, A Vila, O Terminal, Capitão Sky); porcariazinhas pra passar o tempo (As Branquelas, O Grito); e o nada natalino Papai Noel Às Avessas. O Grito pelo menos foi de graça, numa pré-inauguração do novo cinema do Pátio Savassi, que dava direito até a pipoca e refrigerante grátis. Cinema excelente, aliás.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2004

Doze Homens e Uma Sentença, digo, Outro Segredo



Num ano que teve algumas coisas boas como Diários de Motocicleta e muitas porcarias como Tróia, é bom terminar com um filme tão prazeroso quanto esse Doze Homens e Outro Segredo. Olha que pela internet afora tem muita gente falando mal do filme, criticando a megalomania dos produtores e atores e a confusão do roteiro. Mas, sinceramente, achei o primeiro muito mais confuso e bem menos divertido. Bons atores, bons diálogos, boas piadas, participação do Bruce Willis (e poucos vão pegar a parte que ele conversa sobre O Sexto Sentido), uma trilha sonora bem legal, reviravoltas na trama e, claro, alguns exageros típicos dos filmes do 007, como a "capoeira" no meio dos lasers. Quase tão bom quanto Os Incríveis. E com ele fecho bem o ano com 26 filmes assistidos no cinema.

domingo, 26 de dezembro de 2004

And so this is Christmas...



E lá se vai mais um Natal. Época de luzes, presentes, despedidas de final de ano, felicitações a pessoas que você mal conversou o ano inteiro, e chuva, muita chuva. Certos clichês não morrem nunca: ontem mesmo a Globo passou o clássico natalino Esqueceram de Mim II - Perdido em Nova York. O Papai Noel do BH Shopping também continua lá, sofrendo com os pentelhos, mas agora sendo ajudado por uma legião de Mamães Noéis e ainda dois anões vestidos de duendes que, se eu fosse criança, ficaria com medo.

Mas sei lá. Depois que a gente descobre que o Papai Noel não é simplesmente um bom velhinho que distribui presentes, como seria simples e lógico, mas sim um embuste, uma conspiração armada por todos os pais do mundo com o auxílio da mídia, os Natais começam a perder a graça. E olha que eu acreditei em Papai Noel até uns bons nove anos de idade, muito mais do que a maioria das crianças de hoje. Mas de repente os relatos de meus primos e dos colegas de escola começaram a denunciar a conspiração paternal. Aquele Papai Noel que aparecera na madrugada do dia 24, por exemplo, nada mais era, descobriu-se, do que um tio fantasiado. Chegou uma hora em que tive que aceitar a dura realidade da não-existência de Noel, seus duendes, suas renas e sua fábrica de brinquedos no Pólo Norte (seria o geográfico ou o magnético?). O engraçado é que, no Coelhinho da Páscoa, eu já não acreditava fazia muito tempo. Pra mim, ele sim tinha sido criado pela mídia para vender mais chocolates na Páscoa, na esteira do altruísmo sincero do velhinho de gorro vermelho.

As soluções encontradas por meus pais pra mascarar a verdade eram engenhosas. Quando eu escrevia as cartas, meu pai prometia que ia mandálas pelo correio para o Papai Noel. Muito tempo depois, no entanto, descobri todas essas cartas numa gaveta no quarto dele, e fui questioná-lo. "É que eu mandei lá na empresa, por fax", respondeu ele.

Outra coisa que me intrigava eram as etiquetas de lojas que vinham nos meus presentes. "Se o Papai Noel tem uma fábrica de brinquedos", perguntei à minha mãe, "por que tem essas etiquetas de lojas?". Ela explicou que a quantidade de brinquedos que as crianças do mundo inteiro pediam era enorme, e por isso o Papai Noel mantinha convênio com várias lojas, onde adquiria os presentes que não podia fabricar. Olha só, convênio. E o pior é que fazia sentido.

Hoje em dia minhas esperanças a respeito de Noel já foram pela chaminé há muito tempo, principalmente depois que descobri um texto chamado Papai Noel existe?, que prova a impossibilidade de sua existência através das leis da física e que disponibilizei na minha antiga (e bota antiga nisso) página de piadas, a Bullshit. Ho, ho, ho!

Ouvindo: Ramones, Merry Christmas (I Don't Want To Fight Tonight).

Voltando após os comerciais...

Muitos não acreditavam que este retorno pudesse ocorrer. Pra falar a verdade, a maioria dos freqüentadores assíduos do bISELHO (uns três ou quatro gatos-pingados) nem sequer entrava mais aqui, já que as atualizações novas não vinham há meses. Não fiquei sumido da internet, claro. Faço parte de umas mil e duzentas comunidades no Orkut (quem quiser me achar lá clique ), e de quando em vez posto alguma foto nova no bISELHO, o fotolog, apresentado aos senhores no último post deste quase-finado blog, há mais de três meses. De lá pra cá muita coisa aconteceu, e até o caso do passarinho na janela narrado por mim no dia 10 de agosto virou música, a ser lançada internacionalmente em 2005.

Pois foi agora em dezembro que decidi voltar a escrever por essas bandas, mas tornei a desanimar quando descobri que todos os comentários dos visitantes anteriores a agosto tinham puf! sumido sem deixar vestígios. Mistérios inexplicáveis da internet... mas tudo bem. Comecemos logo essa nova fase do bISELHO, com atualizações quase diárias (observem que não estou prometendo nada). Até daqui a pouco.

quarta-feira, 15 de setembro de 2004

bISELHO - o flog!

Sim, eu sei que tem mais de um mês que eu não atualizo o blog, mas é que tô meio sem idéia.

Não, eu não vou acabar com o blog. Já estou tendo algumas idéias para novas séries de posts, é só esperar (sentado).

Sim, eu criei um fotolog e pode chamá-lo de mais um projeto inacabado, mas não deixe de visitar e comentar. O endereço é http://biselho.flogbrasil.terra.com.br.

Não, eu não tenho mais nada a dizer neste post, a não ser: visitem bISELHO, o flog!

terça-feira, 10 de agosto de 2004

Que pena...



Um passarinho acabou de chocar-se contra a minha janela. Temo pelo futuro do bicho, já que algumas penas do coitado ficaram grudadas no vidro. Não é nem a primeira vez que isso acontece. Deve ser a terceira ou quarta, em menos de um ano que eu moro aqui. Será que preciso colocar alguma placa de trânsito, tipo "Pare" ou "Estacionamento Proibido" pros passarinhos pararem com essa mania?

quinta-feira, 22 de julho de 2004

"Esse documento não prova nada, prova só que o Coringa é um filho da puta!"



Dia desses encontrei uma comunidade no Orkut sobre um tal "filme do Bátiman". Entrei e vi os tópicos relacionados, pessoal falando que era um clássico, que usava as frases do filme no dia-a-dia, e tudo mais. Tinha um endereço lá pra baixar o troço na Internet e resolvi encarar os cento e tantos mega do arquivo de vídeo.

É um barato. Segundo consta, lá pelos idos dos anos 80 uma dupla de à-toas pegou um episódio do seriado do Batman da década de 60 e redublou, transformando aquilo em um aglomerado de cenas desconexas, com diálogos estilo Hermes & Renato (mantenha longe do alcance das crianças). Quem quiser se aventurar, vale a pena fazer o download do filme: está nesta página. Você também pode visitar a home page oficial enquanto pega o filme.

Alguns dos melhores momentos:

- quando Batman, cansado dos xingamentos de Robin, declara: "Pára de falar palavrão, Robin! Você é um menino, eu que te criei! Vou te colocar num colégio interno!"

- quando Batman revela ao seu arqui-inimigo: "Eu não tenho pinto, Coringa. Eu sou eunuco."

- quando um sujeito vê o Robin chegando e diz: "Porra, o Robin, aquele viadinho! Até minha vó sabe que esse cara é bicha"

Ok, não é um humor muito inteligente mas é divertido pacas ver os próprios personagens dizendo essas baboseiras todas. Enquanto não sai o próximo filme de verdade do home-murcego, com Christian Bale no papel principal e Christopher Nolan (o diretor de Amnésia) na direção, assista esse aí.

quarta-feira, 21 de julho de 2004

"É como do Arpoador não ver o mar..."



Eu nunca tinha ido no Rio de Janeiro. Aí resolvo fazer um passeio daqueles de turista mesmo, e de quebra ainda pegar uma praia, mergulhar a cabeça no oceano Atlântico... e só chove. Devem ser as águas de março, invadindo o inverno. Quando não chovia, fazia um frio de rachar. Mas deu pra ver muita coisa. Por exemplo:

Cristo Redentor. Tem escada rolante e tudo pra subir até lá em cima. A vista é fantástica, já que o Corcovado é o ponto mais alto do Rio de Janeiro. Uma gringaiada que só vendo, o que você menos ouve lá é português. Eu só imaginava o Cristo maior, quando via na TV o Didi Mocó escalando o monumento.

Bondinho do Pão de Açúcar. Confesso que esperava um pouco mais. A vista lá do Cristo é melhor e no dia que eu fui ainda tava chovendo. Você entra no negócio quatro vezes: do chão até o Morro da Urca, do morro até o Pão de Açúcar, e depois o caminho inverso. Em pé. E o Dentes de Aço (do filme 007 Contra o Foguete da Morte) nem apareceu para cortar com os dentes o cabo de aço do bondinho.

"Celebridades". Tá certo, ninguém que valesse a pena um autógrafo ou uma foto do lado, mas a fama que o Rio tem de um artista por esquina é verdadeira. Em três dias lá, vi do meu lado Marieta Severo, Oswaldo Montenegro e Paloma Duarte, Bruno Medina (do Los Hermanos), Cláudia Jimenez, Carolina Ferraz e Renata Ceribelli (apresentadora do Fantástico). Nenhum deles veio me pedir um autógrafo.

As praias. Leia-se: Copacabana e Ipanema, além de um pulinho na Pedra do Arpoador (quem for lá, visite, a vista também é ótima, fica no finzinho de Ipanema, do lado da Praia do Diabo). Em Copacabana tem uma estátua do Carlos Drummond de Andrade sentado num banquinho, e no dia que passamos lá tinha um catador de latinhas batendo um papo muito animado com o poeta. A foto daquela cena hilária é agora o papel de parede do meu computador.

Ponte Rio-Niterói. Fizemos a besteira de atravessar os 14 quilômetros de ponte num táxi. Uma fortuna pra ir e outra pra voltar. Tudo isso pra ver o Museu de Arte Contemporânea, um disco voador projetado pelo Niemeyer, que adora projetar discos voadores. Como alguém escreveu no livro de visitas do lugar: "Museu 10. Obras 2." E o taxista, que além de colocar Kenny G no rádio do carro, ainda nos contou que tem dezenas de operários "segurando" a ponte com seus cadáveres desde a época da construção?!

sábado, 26 de junho de 2004

Trocadalho do carilho!



Ok, a notícia tem três anos e não é tão nova assim, mas certas coisas merecem ser divulgadas, mesmo porque eu acabei de ler isso aqui na Internet. Em abril de 2001, uma garçonete americana chamada Jodee Berry (essa garota sorridente aí da foto) ganhou uma espécie de concurso no restaurante onde trabalhava. A disputa era de quem vendia mais cerveja, e o prêmio, segundo a gerência, seria um "Toyota". Feliz por ter ganho o carro, ela foi vendada e levada ao estacionamento do local, onde finalmente viu que tinha ganhado... um bonequinho do Yoda! Um "toy Yoda"! Hahahahahaha...

Pois é, eu estou rindo e os funcionários do restaurante, inclusive o gerente, também riram, mas a mal-humorada da garçonete não achou graça, pediu demissão uma semana depois e ainda processou o restaurante, pedindo como indenização o valor de um Toyota! Vê se pode? Essa é uma que merece o apelido de "Lunga"... e eu pergunto: custa, ver a vida com um pouco mais de bom-humor?

Pra quem duvida que isso ocorreu, leiam aqui. Certas pessoas ainda duvidam que eu fale a verdade...

sexta-feira, 25 de junho de 2004

The Muffin Man?? THE MUFFIN MAN!!



A seqüência de Shrek, que assisti ontem, é quase tão boa quanto o filme original. Tudo bem que a moral da história é a mesma e as músicas decaíram, como foi bem observado no Cinema em Cena, mas o Burro continua engraçado, o Gato de Botas é um barato e há ainda mais paródias de filmes famosos, desde mais óbvias quanto O Senhor dos Anéis (com os anões da Branca de Neve "forjando" o anel de noivado de Shrek e Fiona) até sutis, como quando o Gato de Botas resgata seu chapéu como Indiana Jones.

Mas o mais legal da agora série "Shrek" são mesmo as sátiras aos contos de fadas. Me lembra um dos meus duzentos projetos inacabados, uma idéia que eu tenho há tempos, de uma história chamada "O Retorno do Lobo Mau", misturando Cachinhos Dourados, Chapeuzinho Vermelho e Branca de Neve numa coisa só. É mais ou menos o que fazem neste filme. Se no primeiro os personagens mais famosos apareciam só como pano de fundo, neste eles têm mais destaque, começando pelo Gato de Botas que parece o Zorro, João e Maria com as clássicas migalhas, e a sacanagem que aprontaram com o Pinóquio.

Assistam ao filme, e observem todos os detalhes, pois é típico de "Shrek" dedicar uma atenção especial àquelas coisas que a gente só percebe na segunda vez que assiste. E, por favor, fiquem no cinema durante os créditos e me contem como é a cena que passa depois que o filme acaba, porque fui embora sem saber de nada e li na Internet que tem uma cena adicional fantástica! Maldição!!

terça-feira, 22 de junho de 2004

segunda-feira, 21 de junho de 2004

"I wanna be wanna be wanna be Jim Morrisson..."



Sapassado fui num show com o Bruno, meu primo, só de bandas cover. Chamava-se "Tributo aos Poetas do Rock". Tirando a espera interminável que fomos obrigados a agüentar (o show era às 10, e chegamos às 9h20 pensando que ia estar lotado, só que na verdade abria às 10; conclusão: tivemos que esperar num boteco até as 10, e depois esperar até meia-noite e meia, quando começou o primeiro show), foram quatro shows legais:

Overdoors: cover de The Doors. O vocalista saudava "a tríade sexo, drogas e rock'n'roll" (nas palavras dele) a todo momento, e ostentava o jeitão do Jim Morrisson. Apesar de só conhecer as mais manjadas, gostei, exceto a última música, "The End", que recentemente foi eleita um dos 50 piores hits de todos os tempos. Com razão.

Urbana: o nome criativo já indica que é cover de Legião. É como se uma banda cover de Led Zeppelin se chamasse "Zeppelin", ou de Foo Fighters se chamasse "Fighters", ou de Los Hermanos se chamasse "Hermanos", e... cês entenderam. O vocalista tinha a voz idêntica à do Renato Russo quando cantava. Já quando "conversava" com o público, era bem diferente, principalmente porque ele estava bêbado, bebia um gole de vodka no bico a cada refrão e ainda distribuía vodka pra galera, que levantava seus copos de plástico enquanto a música rolava. Quando ele cantou "Eu não tô legal... não agüento mais birita", parecia que a letra tinha sido feita pra ele.

Trem das Sete: cover do Raulzito. O vocalista também tinha a voz idêntica a quem ele estava imitando, mas fisicamente parecia mais com o Falcão ("I'm not dog no...") do que com o Raul. Muita gente parecia estar lá pra ver essa banda, porque o Lapa Multshow ficou subitamente vazio no show seguinte, do

Lurex, cover de Queen. O vocalista imita o Freddy Mercury em tudo, até nos socos no ar, menos no bigode (imagino que ele já tenha tentado, mas deve ter ficado ridículo). Só "Bohemian Rhapsody" ao vivo, com a parte da opereta e tudo (que nem o Queen fazia ao vivo, nos shows deles era playbakczão mesmo) valeu o show.

Outro show de banda cover muito bom que eu fui esses dias foi o Hocus Pocus, cover dos Bítous, que tava fazendo vinte anos de banda e comemoraram com um show no Teatro Sesiminas, com trio de metais e orquestra de câmara. Um barato. E "The End" por "The End", sou mil vezes a canção dos Beatles.

quinta-feira, 10 de junho de 2004

Piada de português - parte II



No dia 17 de março deste presente ano, escrevi neste blog um post demonstrando minha indignação pelo fato do festival de rock acontecido em Lisboa na última semana ser chamado Rock in Rio Lisboa, e não Rock in Lisboa, como seria evidentemente lógico.

Só que acabei de ler uma reportagem sobre o tal evento, e descobri que até os portugas lusitanos se sentem incomodados com o nome esdrúxulo do festival. A culpa, na verdade, é de Roberto Medina, o famoso produtor do Rock in Rio, mencionado várias vezes no festival de 2001 (acontecido, veja só!, no Rio de Janeiro) em gritos de guerra como "Ei, Medina, vai tomar no cu!". Medina quer fazer um novo "Rock in Rio Lisboa" em 2006, mas o próprio prefeito da cidade pediu ao empresário que mudasse o nome do troço para, veja só novamente!, Rock in Lisboa. "Como Medina afirma que Rock In Rio é uma marca, eles ainda vão negociar bastante", diz a reportagem. Como pode??

terça-feira, 8 de junho de 2004

Webmaster, eu? (Parte II, e contando)



Para aqueles que insistem em fazer troça de meus projetos (leia-se Leandro Fabel e Bernardo Silvino), escrevo estas linhas para apresentar... meu novo projeto: o site do ABWNN, minha banda.

Nas últimas semanas, escrevi vários textos sobre a história da banda, os shows, curiosidades das músicas e o diabo a quatro; eu e o Bruno (baixista) fizemos um novo visual, scanneando uma folha de caderno para usar como o fundo do menu, e uma folha de papel para ser o fundo da página; e passei a tarde de ontem inteira só pra colocar o site no ar (uma imprevista mas necessária mudança de servidor, do Ubbi para o Geocities, foi o principal motivo da demora). O endereço é www.abwnn.tk ou http://geocities.yahoo.com.br/abwnn.

Ah, as capinhas acima, paródias do Ten do Pearl Jam e do primeiro disco dos Raimundos, estão na seção de Curiosidades do site, junto com um bocado de outras montagens semelhantes (todas feitas no Paint). Em breve (e mais breve do que os meus perseguidores imaginam), mais coisas no ar. E ponto final.

sábado, 5 de junho de 2004

Lonely Tylenol



Há uns dois anos, li um texto de um cara que tinha escrito um livro sobre palíndromos (frases simétricas, a mais conhecida é "Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos"). O livro chama-se "Tucano na CUT" e, além da história completa dessas frasesinhas, tem uma lista de palíndromos, tanto famosos quanto feitos pelo próprio autor. Na época, fiquei imaginando se seria mesmo fácil criar palíndromos e, um ano e meio depois, mais ou menos, ao ler o texto novamente, resolvi tentar, mesmo que nunca conseguisse fazer algo do nível de "Me vê se a panela da moça é de aço, Madalena Paes, e vem", meu preferido.

Minha primeira tentativa não foi muito brilhante: "Soni, hoje vejo hinos". Mas, naquela mesma noite de domingo, e nos dias seguintes, fiz alguns outros que me deixaram orgulhoso. Os melhores:

"A Margarita atira grama"
"Lonely Tylenol"
"Ai! A boca da cobaia!"
"Lá na cabana, bacanal"
"E ela tira Rita Lee"

O processo que uso é bem simples: fico escrevendo palavras ao acaso, normal e depois invertidas. Quando noto algo interessante, tento desenvolver. O da Margarita surgiu assim. Li no Guia dos Curiosos Língua Portuguesa a palavra "Margarita", inverti e deu "Atiragram", e aí foi questão de segundos. Infelizmente, a produção inicial caiu muito nos últimos meses, mas já consegui discípulos: minha colega de sala Ariane, no começo desse ano, chegou com uma lista de palíndromos feitos por ela em uma tarde. "É torresmo com serrote!" foi um deles.

Meu projeto futuro é fazer um livro de fotos representando os palíndromos que fiz (a imagem acima é uma amostra da idéia que tenho). Enquanto minha produção palindrômica não volta aos bons tempos e não entendo lhufas de fotografia, pretendo criar um fotolog nos próximos meses, com foto-palíndromos com frases minhas e palíndromos famosos. Só não decidi ainda se coloco como nome do site "Lonely Tylenol" ou "Pivete VIP". Pensando bem, vou pensar numa terceira opção.

domingo, 30 de maio de 2004

A melhor coisa para se fazer numa terça-feira à tarde



Lembrei desse caso há uns dias, ao passar perto da Lagoa da Pampulha. Foi no começo do terceiro ano, em fevereiro de 2002, e nós, estudantes nada atarefados, inventamos de passar uma tarde no zoológico. Saímos numa terça-feira (a entrada era de graça nesse dia) depois da aula, e conseguimos chegar no famoso Zoológico de Belo Horizonte depois de pegar dois ônibus e chegar lá morrendo de fome. Lista de presença: Gustavo, Sara, Aline, Thaís, Paty e eu (pergunte a todos esses sobre esse dia que vão começar a rir).

A visita em si não teve nada de especial: vimos os macacos, as aves, as cobras, o gorilão, tudo aquilo que a gente vê quando vai no zoológico pela excursão da escola, lá pela primeira ou segunda série.

O problema foi na hora de ir embora. Meu pai, que trabalha numa empresa na Pampulha, se ofereceu pra levar a gente pra casa. Nós saímos do zoológico umas 4h30, e, como ele só saía do trabalho às 6h, teríamos que ir até lá ou ficar esperando uma hora e meia sem fazer nada, já que o zoológico fechava cedo.

Até hoje não sei se há um caminho mais curto do zoo para a Avenida Portugal, mas naquele dia nós, com certeza, pegamos o mais longo. Lá fomos, nós seis, contornar a lagoa. Andamos uns 40 minutos, sem chegar a lugar nenhum. Cansado de andar, o Gustavo resolve tomar uma atitude brilhante: atravessar a lagoa, num ponto que supostamente dava pra passar. Ficamos olhando de longe.



Mal ele pisa lá dentro, dá uns três passos e grita: “Vou pegar xistose!!”, e volta, com os dois tênis na mão, depois de ter “atolado” na Lagoa da Pampulha.

Seguimos andando, sem esperanças de chegar na Avenida Portugal a pé. Segunda idéia genial: pegar carona com o primeiro maluco que aceitasse dar carona para seis adolescentes. Depois de várias tentativas frustradas, um cara com um carro minúsculo parou pra gente. Ironicamente, foi nessa hora que minha mãe me ligou no celular, perguntando onde eu estava. “Tô entrando num carro aqui, mãe”, disse eu, e imagino a cara que ela deve ter feito. Minha sorte foi ficar no banco do passageiro, enquanto os outros cinco se espremiam, sei lá como, no banco de trás.

O motorista acabou nos deixando num posto de gasolina na própria Portugal, mas num ponto razoavelmente distante da empresa. Lá estávamos nós a pé novamente, e isso já devia ser umas 5h40 ou mais. O detalhe é que eu nunca tinha ido na empresa a pé, e não fazia a mínima idéia de como chegar lá, já que a Portugal faz curvas e mais curvas. Um bom tempo depois, através de conversas (mais de uma) com meu pai pelo celular, passamos o Labareda, o Via Brasil, o restaurante Três Meninas (um dos vários com esse nome na mesma região, o que confundia ainda mais nosso senso de direção) e, finalmente, conseguimos chegar. Às 6h da tarde.

Felizmente, meu pai ofereceu umas coca-colas ao meus cinco colegas, mortos de fome, sede e cansaço como eu. Foi o que salvou minha vida das mãos deles quando meu pai, mais de 6h da tarde e depois do fim do expediente, declarou:

- Era só ter me ligado que eu buscava vocês!

terça-feira, 11 de maio de 2004

Webmaster, eu?

Essa história minha de ficar enrolando para atualizar o blog não é de hoje. Desde 2000, quando comecei a fuçar no Front Page (meus conceitos de html evoluíram pouquíssimo desde então), costumo ter muito gás no começo e depois deixar a preguiça tomar conta. Mas não se preocupem, ó fiéis fãs e leitores, que este blog não padecerá do mesmo fim. E, já que eu falei em quando comecei a mexer no Front Page, segue aí um breve histórico de meu passado negro como webmaster. Começando por...

Linxz
Foi a primeira tentativa, minha e do meu primo Bruno, de criarmos um site. Ele traria links de várias páginas legais. Não causarei surpresa ao dizer que ele não durou nem uma semana. Também, mas que idéia...

Bullshit
Esse durou mais tempo, e está no ar até hoje, podem visitar. No início de 2000, juntei um monte de piadas e textos engraçados que eu tinha no computador e, no dia 21 de março, coloquei tudo no ar sob o nome de Bullshit. Empolgado em ter um próprio site na rede, eu atualizava todo dia. Durante 52 dias foi assim, até que simplesmente cansei e fiz a derradeira atualização no dia 17 de maio. O guestbook continua lá, intacto (embora já tenha parado de funcionar faz tempo), e até 2002 ainda tinha gente que assinava.

1002 - site oficial
Na mesma época em que fazia o Bullshit, eu cursava o primeiro ano do ensino médio e foi então que eu e mais dois amigos (Léo e Adriano) tivemos a fantástica idéia de criar um site da turma. Fez um grande sucesso na sala, já que as atualizações também eram diárias e contavam, como num jornal online, tudo o que tinha rolado na escola nos últimos dias. Infelizmente, a seção que falava carinhosamente dos professores nos obrigou a tirar o site todo do ar assim que eles descobriram, além dos três dias de suspensão e da fatídica reunião com nós três, nossas mães, os professores e os diretores da escola. E onde fica a liberdade de expressão?

Watchmen Brasil
Meu projeto mais bem-sucedido no campo da internet. O que não é lá muita coisa, é verdade. Watchmen é uma série de 12 edições, em quadrinhos, que eu li em 1999 pela primeira vez e que achei simplesmente a melhor coisa feita nos quadrinhos (ainda mantenho a mesma opinião até hoje). No segundo semestre de 2000, decidi fazer um site destrinchando a série, que é lotada de detalhes e merece umas quatro leituras para ser compreendida totalmente. No início, claro, as atualizações eram constantes, mas ultimamente venho mantendo a média de uma por ano (a última foi em 03/02/2004). A repercussão do site foi até boa entre os fãs de quadrinhos, e no ano passado me rendeu uma entrevista no site Alan Moore Senhor do Caos, feita por e-mail (o cara me mandou um bando de perguntas no Word, eu respondi e mandei de volta). Poucas pessoas que me conhecem sabem da existência desse site, mas não faz muito sentido alguém que nunca ouvir falar da revista visitá-lo. Já a entrevista é até curiosa. Quem tiver paciência (são umas 3 páginas), é só clicar aqui.

A.V.U.L.S.O.
Minha primeira experiência no mundo dos blogs foi esse aqui, criado em agosto de 2003 junto com um colega. O legal é que é um blog da sala toda, e muitas pessoas postam regularmente (eu mesmo tenho postado muito pouco). Outra coisa curiosa é a enorme quantidade de visitas que recebemos por dia, segundo o contador. Só que os comentários são sempre das mesmas pessoas, e todas da nossa sala. E, ao contrário do que aconteceu na época do site da 1002, nesse blog alguns professores visitam e comentam. Até começarmos a falar mal deles, tenho certeza.

bISELHO
OK, pessoal, prometo que vou tomar vergonha na cara e atualizar essa porqueira aqui, mas comentem também, pô! Se alguém não sabe como fazer isso (sei lá, às vezes...), basta clicar no linkzinho logo abaixo do "escrivinhado às tantas horas por Lucas Paio". E, caso eu fique muito tempo sem postar, divirtam-se com os sites listados acima. O visual é precário e tosco em todos eles, mas ah, quem liga pra isso?

quinta-feira, 6 de maio de 2004

Smelly cat, smeellly cat...



A décima e última temporada do seriado Friends voltou a passar na Warner, todas as terças-feiras às 8 da noite. Estou assistindo só pra ver aonde aquilo tudo vai dar. Algo como uma curiosidade mórbida. Desde a sexta temporada, o seriado só vem decaindo, decaindo, decaindo e o episódio que eu vi na última terça (onde eles, provavelmente pela décima vez, comemoram a Ação de Graças) é simplesmente horrível. As histórias são banais. As piadas são fracas. E os atores estão trabalhando pior do que nunca, talvez por saberem que podem pedir 1 milhão de dolares por episódio (sim, é isso mesmo que eles ganham) mesmo trabalhando mal e ainda assim os produtores vão mantê-los ali.

Entre as milhares de classificações possíveis, o mundo pode ser dividido entre aqueles que assistem Friends e os que não assistem. Pra quem começa a ver avulsamente, não vai achar muita graça (a quantidade de piadas internas foi aumentando a cada temporada), mas se você assistir regularmente, vai ver que é legal.

Com tantas reprises e "maratonas" de episódios na TV a cabo, já devo ter visto todos os episódios da série. As melhores temporadas, sem dúvida, são as primeiras. A segunda talvez seja a melhor, com Dr. Drake Ramoray e tudo mais. Atualmente, a Warner está exibindo o quarto ano, todos os dias, meio-dia e meia com reprise às sete e meia da noite. Um dos melhores episódios deve passar hoje, se meus cálculos estiverem corretos: é um em que eles fazem um jogo pra ver quem sabe mais sobre a vida dos outros: os caras ou as mulheres.

Lá pro começo do sexto ano, a coisa desandou de vez. Historinhas água-com-açúcar (Chandler e Monica morando juntos, noivando, casando e finalmente casados; Rachel e Ross tendo uma filha; e blá, blá, blá, tudo sem graça). Os personagens foram sendo descaracterizados, e hoje soam mais falsos do que o cigano Igor em Explode Coração (putz, desenterrei essa). A sem-gracice foi aumentando proporcionalmente ao salário milionário (literalmente) dos seis atores principais. E ainda: um dos personagens (Joey) ainda vai ganhar, depois do fim da série, seu próprio seriado, interpretando o mesmo cara que fazia em Friends. Assistam os Simpsons que, mesmo em fim de carreira e caminhando para um final também sem graça, é melhor.

domingo, 2 de maio de 2004

Cabeça, ombro, joelho e pé

(da série "Listas esdrúxulas")



Darwin certamente estava certo em sua teoria da evolução das espécies. Só isso para explicar porque Deus colocaria no ser humano coisas tão sem utilidade como as amígdalas (tão inútil quanto o G mudo que fica no meio da palavra), o órgão linfóide timo, que simplesmente desaparece na adolescência (obrigado, Dr. Bruno Paio, pela caríssima informação!) ou as verrugas. Mas a minha lista dos três órgãos / pedaços do corpo humano mais inúteis é a seguinte:

1- Dentes siso
Esse é quase unanimidade. Quatro dentes que nascem quando o indivíduo está lá com seus 18 anos e o obrigam a arrancá-los e passar um fim-de-semana inteiro a base de sopa e sorvete. Sem falar nas bochechas, que ficam comparáveis às do Popeye ou do Fofão. Felizmente eu nasci sem nenhum deles, o que certamente causa inveja em muitos dos meus amigos. Desculpa, galera. É só um sinal de evolução!...

2- Apêndice
A finalidade dele é única e clara: inflamar. Aí o sujeito precisa operar às pressas porque está sofrendo de uma coisa que mais parece nome de cidade americana (Apendy City). Sem falar na cicatriz, que é uma beleza. E a pessoa ainda fica com aquele vazio por dentro...

3- Dedinho do pé
Esse foi o motivo que me inspirou a fazer essa lista, simplesmente porque hoje de manhã consegui uma de minhas maiores proezas: quebrei o dedinho do pé. Sim, aquele, o menor de todos, na extrema esquerda (foi o pé esquerdo), e certamente o mais inútil. Quebrei batendo o coitado na porta do banheiro, apressado. O diabo é que o pequeno é tão insignificante quando está saudável, mas quando ele se quebra te impede de andar com certa velocidade. Conclusão: de tanto zoar um amigo meu conhecido popularmente como "Manco", estou que nem ele. Quem disse que Deus não castiga?

quarta-feira, 28 de abril de 2004

Arghhhh!!! Meus pobres tímpanos!!!!

(da série "Na falta de assunto, vamos a listas esdrúxulas...")

A revista americana Blender publicou este mês uma matéria que ficou famosa, sobre as 50 piores músicas de todos os tempos. Não pode ser qualquer uma: pra entrar na lista, tem que ser hit. Estão lá, por exemplo, Celine Dion ("My Heart Will Go On"), The Doors ("The End") e até os Bítous ("O-bla-di, o-bla-da"). Pessoalmente, eu até gosto dessas músicas e não tenho problemas em ouvi-las, porque esse negócio de "pior música" varia de pessoa pra pessoa. Pra mim, por exemplo, a pior dos Beatles é "Sun King". Tem umas que são até boas mas que tocaram tanto que não dá mais pra ouvir. "Tears in Heaven", infelizmente, já está quase entrando nessa categoria.

Sem pensar muito, posso incluir na minha lista das canções mais chatas e irritantes do mundo as seguintas "obras", e sem ordem definida:

1. "Malandragem" (Cássia Eller): tocou na versão lenta, saiu o acústico e esse foi o single, quando a música dá sinais de que vai parar de tocar a Cássia Eller morre e as rádios voltam a torturar nossos ouvidos com ela.

2. "More than words" (X-treme): não sei porque, mas toda menina adora essa música. Eu não suporto. Ao contrário de "Malandragem", dessa eu nunca gostei. Ahhh! Que saco!!

3. "Wish you were here" (Pink Floyd): podem me crucificar aqui, mas essa é a pior música do Pink Floyd. Ouçam o disco da vaca, o do prisma ou o dos tijolinhos e acharão coisas mil vezes melhor.

4. "À Sua Maneira" (Capital Inicial): pra quem não sabe, essa é uma versão de uma música em espanhol. Os Paralamas gravaram uma outra versão da mesma música, que ficou mil vezes melhor ("De Música Ligeira", do disco 9 Luas). Se bem que "Tudo que vai" e a versão acústica de "O Passageiro" conseguem ser mais chatas.

5. tudo o que o Jota Quest vem fazendo nos últimos tempos, como "Só Hoje" e "Amor Maior", ou ainda a horrorosa "O Vento".

6. falando em vento, a Legião também tem umas coisas horríveis, como "Vento no Litoral" e "Angra dos Reis". É ouvir isso e começar a derreter no chão, de tédio e depressão.

7. "Nada Sei" (Kid Abelha): certas bandas deveriam parar na hora certa. No caso do Kid Abelha, poderiam muito bem acabar logo depois de lançarem "Te amo pra sempre" que não fariam mal nenhum pra humanidade.

8. pensando bem, todo o pop-rock nacional que está na mídia atualmente merece entrar nessa lista. Destaques para "A Cera" (O Surto, que felizmente sumiu), a música do "mas que se foda!" do Charlie Brown, aquela baladinha do Detonautas ("tento te encontrar..."), a versão do Kid Abelha para "Quero te encontrar" do Claudinho & Buchecha, "Dois Rios" do Skank (single tão chato de um cd legal, que contém a fantástica "Formato Mínimo"), a música que o D2 canta com o filho dele e por aí vai. É só ligar na 98FM que 90% das músicas que tocarem poderão entrar aqui.

9. obviamente fiquei só na área do pop rock porque é um estilo que eu ouço e gosto (Titãs das antigas, Paralamas, Ultraje, Raimundos antigo, Tianastácia, Skank, etc). Porque senão era assunto para duzentos e vinte e nove outros posts. E além do mais, ficar criticando pagode e sertanejo é quase que redundância.

terça-feira, 27 de abril de 2004

...Fatality!



Sapassado eu vi um dos filmes trashs mais legais já produzidos no cinema: o aguardado Kill Bill - volume 1. Sim, é um filme trash e dos mais lotados de catchup ainda por cima. Braços voam e cabeças rolam sem pudor enquanto Uma Thurman, que só fazia filmes ruins nos últimos anos, fatia todo mundo com espada e estilo . É tão sanguinolento quanto A Paixão de Cristo, com a diferença de que em Kill Bill todo mundo ri após cada cena. Eu fico imaginando se o filme do Mortal Kombat tivesse sido dirigido pelo Quentin Tarantino. Ia ser um barato.

Infelizmente, o filme é curto demais, simplesmente porque o Tarantino resolveu dividi-lo ao meio (aliás, ele resolveu fazer o mesmo com vários personagens de sua história; posso dizer até que a história é tão maluca que alguns personagens pareciam sem pé nem cabeça; ok, chega de piadinhas ridículas...). Enfim, a segunda parte só chega nos cinemas daqui em outubro e olhe lá. Enquanto isso, vou ver se alugo Cães de Aluguel e Jackie Brown, os outros dois filmes do cara que eu ainda não assisti (Pulp Fiction só fui ver uns meses atrás, e é realmente imbatível).

PS: Sei que todos estavam esperando ansiosamente uma atualização há praticamente uma semana, e hoje cá estou eu de volta ao brog. Em breve, uma nova leva da série "Na falta de assunto, vamos a listas esdrúxulas". O quão breve é que eu não sei...

quarta-feira, 21 de abril de 2004

Bonito isso... li num blog

ESPALHE O MEME
1. Pegue o livro mais próximo de você;
2. Abra o livro na página 23;
3. Ache a quinta frase;
4. Poste o texto em seu blog junto com estas instruções.


"A família trabalhava na roça e quem batia enxada não agüentava esperar a refeição para muito depois das nove horas."
[DINIZ, José Henrique. "Pelas trilhas da vida".]


Vi isso em vários blogs e resolvi entrar na dança, mesmo porque a falta de assunto que já acometia esse blog anda tomando proporções gigantescas nas últimas semanas. Se você achou inútil, saiba que provavelmente está errado. Este é um claro exemplo da memética, ou de como as idéias parecem ter vida própria. Tanto que ninguém sabe como esse negócio de "Espalhe o meme" começou. Também tem um quê de dadaísmo. Pra ter graça tem que ser realmente o livro mais próximo de você, se ficar escolhendo demais tudo isso perde o sentido. No futuro certamente um sociólogo esperto fará uma tese sobre o conceito de acaso/destino contido nessa coisa toda. Tente você também. Quem sabe não encontra uma mensagem guiada pelo "acaso" que mude sua vida? Afinal, tem doido pra tudo...

sexta-feira, 16 de abril de 2004

Continuo queimando tudo até a última ponta...

Ontem estava eu lendo a última Super Interessante (a com a capa nada oportunista "Quem matou Jesus?"), quando me deparei com a carta mais esdrúxula que já li numa revista. Tanto a pergunta do tal William da Mata quanto a resposta da revista são dignas da seção "S.A.C.aneie" do Cocadaboa, aquele em que as pessoas mandam perguntas absurdas para o serviço de atendimento ao consumidor de várias empresas e o pessoal responde, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Com vocês, a carta:

"Há poucas semanas fiquei sem o papel de seda que utilizo para enrolar meus cigarros de maconha. Lembrando que a Super sempre defendeu a natureza, utilizei uma página da última edição para confeccionar o "baseado". Após fumá-lo senti dores de cabeça e ânsia de vômito. Fumo maconha há quatro anos e isso nunca havia acontecido. Associei o ocorrido ao papel da Super. É seguro fumar uma página da revista? - William da Mata, por e-mail.

A resposta é de Wagner Pastrello, gerente de qualidade da gráfica Abril. "Para branquear o papel é utilizada soda cáustica. As tintas são compostas por pigmentos petroquímicos, vernizes, tolueno e aditivos como plastificantes e espessantes. Nenhum desses produtos traz malefícios à saúde quando manuseados para leitura. Mas, apesar de não existirem estudos sobre as conseqüências de fumar esses compostos, qualquer gás resultante da combustão é potencialmente nocivo.""

Coincidência ou não, na página anterior tem uma foto do Marcelo D2 dizendo que lê a Super. Eles só podem estar brincando...

domingo, 11 de abril de 2004

Coelhinho, se eu fosse como tu...



E lá se vai a Páscoa. É uma data interessante, todos recebem chocolates sem motivo algum, mas não existe aquele "espírito" de Páscoa como existe o de Natal. Se bem que rolam uns casos até engraçados. Alguns dos que eu lembro:

>> Numa das primeiras Páscoas da minha vida, quando eu tinha uns 3 ou 4 anos, meus pais compraram ovinhos de vários tamanhos e colocaram todos espalhados no jardim lá de casa. Justo no domingo eu demorei pra acordar e o plano acabou por fracassar: quando minha mãe finalmente conseguiu fazer com que eu me levantasse e, "por acaso", fosse ao jardim ver se notava alguma coisa diferente por lá, o chocolate dos ovos já tinha derretido sob o sol quente e as formigas, atraídas pelo cheiro, já estavam devorando tudo. Triste.

>> E minha tia, que resolveu colocar "pegadas" do coelhinho da Páscoa dentro do apartamento, só que em vez de fazer com farinha ou algo assim, fez de papel? Sem colá-los no chão. O mais incrível é que os filhos acreditaram, e um deles acabou virando o baixista da minha banda.

>> Em 2002, eu tava no terceiro ano e tinha aquela história de "pedágio": todo mundo tem que ir fantasiado de alguma coisa e passar o recreio inteiro fazendo papel de ridículo, senão paga uma taxa pra ajudar na formatura. Um dos primeiros pedágios foi de coelhinho da páscoa, e lá fui eu fazer as orelhinhas em casa. O resultado foi meio desastroso, as orelhas ficaram longas demais. Lembro até hoje de uma colega minha me chamando de "burrinho da Páscoa". Guardos as orelhas de burro até hoje como recordação.

>> Falando em coelhos, não sei como fui esquecer esse "virundum" ao escrever o post anterior. Quando eu tinha uns 4 anos, havia uma música famosa ("Baby Can I Hold You Tonight") que dizia assim: "But you can say baby... Baby, can I hold you tonight?...". Não satisfeito com a letra em inglês, peguei a sonoridade e fiz minha própria versão: "Eu nunca sei baby... Baby Pernalonga e seus amigos..."

quarta-feira, 7 de abril de 2004

Alagados... Cristal!

Virunduns - troque de biquíni sem parar

Dia desses eu fiquei rindo sozinho lendo um blog que descobri. Chama-se Virunduns e é sobre letras que todo mundo entende errado. Como Alagados, dos Paralamas, cujo refrão é "Alagados, Trenchtown!" mas já vi gente cantando "Cristal!", "Spring Town!" e "Flintstones!". O site é uma versão brasileira do Kiss This Guy, mas é muito mais legal ver os enganos auditivos na nossa língua materna e perceber que muitas vezes cantávamos aquela música errado como um monte de gente.

O neobobagismo "virundum", a palavra que designa esses enganos, é inspirada no famoso primeiro verso do nosso Hino Nacional ("Virundum Ipiranga às margens plácidas", ou sua versão ainda mais infame, "Elvira do Ipiranga às margens plácidas"). Recomendo o site que é muito divertido.

Minha mãe conta que quando criança não entendia o que diabos era o "duberrú, duberrú que o gato deu" e o "Dona Chica-ca dimirou cecê" no clássico Atirei o Pau no Gato. Criança sofre... Eu mesmo descobri há não muito tempo que cantei errado durante anos várias músicas famosas. Por exemplo:

Como Nossos Pais (versão da Elis Regina): O verso "é você que ama o passado e que não vê", pra mim sempre foi: "é você que é mal passado e que não vê". Sinceramente, prefiro a minha versão.

Zé Ninguém (Biquíni Cavadão): "Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém. Aqui embaixo, vocês são diferentes". O original é "as leis são diferentes", e demorei uns dez anos pra descobrir isso.

Proibida Pra Mim (Charlie... tu du tum... tudjuc... Brown!): Não entendia porque no encarte do cd vinha "Ela achou meu cabelo engraçado", porque eu sempre entendi "Ela achou meu capiano engraçado". Nunca descobri o que era um capiano, mas meu engano tinha até razão de ser: o Chorão, com sua dicção belíssima, não pronuncia exatamente "cabelo", mas algo como "cabielo", meio arrastado. E o "tu du tum" aí em cima é uma representação escrita dos "beat box" que eles fazem em absolutamente todas as músicas.

Agora, todos cantando juntos: "Alagados..." é... o quê que era mesmo?

segunda-feira, 5 de abril de 2004

Recursos de informática que seriam muito bem-vindos na vida real



>> Control + C / Control + V >> Copiar e colar. O que seria da nossa vida sem eles? Poupam muito trabalho e muita digitação. Imaginem na vida real: a coisa menos criativa que eu consigo pensar é economizar uma fortuna em xerox. Se estendêssemos esse recurso aos diálogos, por exemplo (responder a pergunta "O que exatamente foi que Fulano falou?!" seria imensamente mais fácil)...

>> Control + Z >> Desfazer a ação anterior. Fabuloso. Equivalente à maquininha de apagar memórias em Homens de Preto. Você poderia testar todas as cantadas do mundo com apenas uma garota e não soar insistente, pois ela só se lembraria da última.

>> Control + Alt + Del >> Resetar. Reiniciar tudo. Quantas vezes não estamos dentro do ônibus, o dito cujo quebra, começa a chover e um cachorro ainda te morde a perna, e não desejamos acordar de novo e ficar em casa?

(Valeu Leandro pela idéia de homenagear o control c, control v!)

domingo, 4 de abril de 2004

04/04/04

Hoje é um dia especial. Além de ser o aniversário de Hugo "Agente Smith" Weaving e o dia em que John Lennon lançou o compacto de "Stand By Me", lá pelos idos de 1977, é o único dia do ano em que o dia é igual ao mês que é igual ao ano e assim por diante. Ainda em abril teremos algo semelhante, no dia 20/04/2004. Não se esqueça de guardar um champanhe para abrir às 20h 04min.

Acham que estou brincando? Há pouco mais de dois anos, às 20:02 do dia 20/02/2002, passou até reportagem no Jornal Nacional, apresentando ao público leigo as já tradicionais capicuas, a.k.a. palíndromos numéricos. Um barato. Lembro quando eu estava na primeira série, 02/02/92, imaginando como seria legal escrever no caderno 09/09/99. Sete anos depois, eu já na oitava série, não esqueci a promessa e dediquei quase meia página à data.

Chegará uma época em que esses fenônemos tão intrigantes quanto inúteis não ocorrerão mais com tanta freqüência. Não pode haver, por exemplo, um 13/13/2013, a não ser que algum ditador megalomaníaco domine o mundo e obrigue a criarem mais um mês com o seu nome depois de dezembro. Pouco provável. Enquanto isso, não se desespere se não puder comemorar devidamente a capicua calendárica de hoje. Daqui a um ano, um mês e um dia tem mais.

sábado, 3 de abril de 2004

Na falta de assunto, vamos a listas esdrúxulas

Jornalistas adoram fazer listas quando falta notícia. Dá-lhe "100 melhores discos", "100 maiores vilões" ou "100 melhores diretores ucranianos que tiveram problemas com marimbondos na infância". No jornalismo musical então nem se fala. A revista Zero, por exemplo, adora fazer isso. Em dois anos de vida, já fez "20 discos mais bombásticos", "25 melhores do rock brasileiro" e "100 discos que você deve ter".

Não os culpo. Fazer lista é um negócio legal, mas sou adepto da escola "Alta Fidelidade": listas têm que ser algo extremamente pessoal e subjetivo. Não adianta fazer lista dos melhores discos de todos os tempos porque sempre vai ser Beatles, Pink Floyd, o Pet Sounds do Beach Boys, etc. Legal mesmo é uma lista dos, digamos, melhores discos pra você. Só que hoje a minha seleção de melhores/maiores não vai ser sobre música, mas de um assunto um pouquinho diferente:

Os 3 tombos mais engraçados que já tomei

3) Postinho da Av. Amazonas, 2002: lá estava eu conversando com o pessoal antes de alguma prova, sentado naquelas cadeiras de plástico. O chão era todo esburacado e por alguma coincidência do destino os dois pés de trás entraram nas pequenas valas enquanto os da frente continuaram na altura normal. Resultado: cai pra trás, em câmera lenta ainda. O povo até hoje lembra das minhas pernas pra cima.

2) Sala de aula, 1999: eu tava correndo de alguém, provavelmente por causa de alguma brincadeira besta. Chegou um ponto da fuga em que eu não tinha espaço mais para correr pros lados, exceto se eu pulasse por cima da cadeira. Eram aquelas que já vêm com mesa grudada, ligada por meio de um braço só. O infeliz aqui pisou em cima do braço da cadeira e ficou parado lá por mais de meio segundo. Resultado: desabei como um prédio em implosão, no meio de mochilas e cadeiras que caíram também. Passei o resto da aula tentando arrumar a pulseira do meu relógio, que saiu do meu pulso e estragou (!!) no meio do tombo.

1) Quadra da minha escola, 2000: início da aula de Educação Física. O professor ainda não tinha chegado e um bando de garotos mais novos começam a xingar do lado de fora da grade: "Seus cuzões! Seus cagões", rindo à beça. "Vamos correr pra passar um susto neles", combinamos, e começamos a correr em direção à grade. Eles saem correndo como esperado. Minha lembrança seguinte é a de escorregar no chão, que estava molhado, e me esborrachar feio. Olho pra frente e estão caídos também o Matheus Isoni e o Adriano (atualmente, baterista do ABWNN). Nossa sorte foi que os moleques não viram, se não perderíamos qualquer resquício de moral que ainda tivéssemos com eles. Mas todos os nossos colegas de sala viram. O Leandro, inclusive, ri disso até hoje.

quinta-feira, 1 de abril de 2004

"Enganei o bobo, na casca do ovo..."



Eu pretendia fazer um post comentando alguma revelação impressionante divulgada hoje pela imprensa, como o paradeiro da barba do Marcelo Camelo ou a descoberta de que o verdadeiro Michael Jackson é um negão mantido em cativeiro por anos pelo ser albino que tomou seu lugar. Mas desisti porque ninguém ia acreditar mesmo.

Hoje em dia está todo mundo mais vacinado com o Primeiro de Abril. Para uma mentira colar, tem que haver uma conspiração formada por várias pessoas e alguma prova falsa muito convincente. Ou então mentiras tão simples e bestas que não tem como a pessoa não acreditar, tipo um "seu zíper tá aberto" quando o cara está apresentando um trabalho na faculdade, como aconteceu hoje na minha sala.

O primeiro de abril mais legal que eu já preguei em alguém foi há muito anos, quando liguei pra minha avó Célia e falei: "Ô vovó, uma amiga sua acabou de ligar pra cá perguntando se a senhora tá em casa, ela tá aí na sua porta batendo campainha e ninguém atende!". Um tempão depois, ela me liga de volta. "Eu fiquei na porta esperando por meia hora, mas não tinha ninguém lá... Que amiga que era?". "Não sei não, vovó... mas também, deve ser porque hoje é primeiro de abril..." "Bandido" e "canalha" foram algumas das palavras de que ela me xingou em seguida, enquanto eu ria à beça.

Teve um que foi melhor que esse, só que o único detalhe é que não foi exatamente no dia primeiro de abril. Eu tava no terceiro ano e, junto com o Léo, amigo meu, fiz uma notícia falsa como se tivesse sido tirada do UOL. "Próxima Copa Do Mundo É Adiada Para 2007" era a manchete. Nela contava-se a decisão da Fifa de mudar a Copa de 2006 para o ano seguinte, de modo que homenageassem os 5 anos do atentado de 11 de setembro no dia da final. Com isso, as Copas seguintes aconteceriam nos anos 0ímpares, assim como as Olimpíadas, que também seriam "remanejadas" em razão da mudança. Mesmo absurda, pregamos a notícia no mural da sala e teve gente que acreditou. O Yan, por exemplo, leu a suposta reportagem e saiu xingando pelos cantos, indignado. Meu pai foi outro, entreguei o papel pra ele, ele leu e sentenciou: "Isso é ridículo".

Quem quiser se aprofundar mais num assunto tão importante, recomendo o Museum of Hoaxes, que lista os 100 melhores "primeiros de abril" da História. Se você não acredita, o problema é seu.

segunda-feira, 29 de março de 2004

Reciclar é viver

Há um tempo atrás, eu estava fuçando nas minhas antigas revistas da Turma da Mônica quando me deparei com uma do Cascão que me causou um inquietante deja-vu. Era o Cascão dentro de uma ampulheta, tomando "banho" de areia. Continuei a mexer nas revistinhas quando encontro uma outra revista... com a mesma capa. Deja-vu explicado.



O mais incrível é que a primeira é de setembro de 1993 e a outra de janeiro de 1995. Ou seja, não esperaram nem um ano e meio para copiarem a idéia.

Essa coisa de plagiar a si mesmo acontece muito nos estúdios do Mauricio de Sousa. Lembro de uma historinha sobre o "pó-de-pirlimpimpim" que foi quase que totalmente reproduzida numa outra revista, só mudando de Peter Pan para Papai Noel o causador da confusão toda. Sem falar naquelas tirinhas de três quadros que aparecem na última página. Aquelas ali, devem existir umas trinta que são revezadas durante anos a fio, embora nunca percam a graça. Agora, as duas capas com o Cascão numa ampulheta realmente foi triste.

sábado, 27 de março de 2004

A criatividade divina não tem limites...

A Austrália deve ser um lugar fascinante. Vejam o canguru, por exemplo. É tipo um cachorro boxeador saltitante com uma bolsa na barriga. Ou o coala, que é uma mistura de ursinho de pelúcia com bicho-preguiça. Mas o bicho mais esquisito da Oceania, talvez do mundo (sem contar o fundo do mar, uma fonte inesgotável de bizarrices), é o ornitorrinco. Meus sonhos para o futuro incluem pular de pára-quedas, tirar foto fazendo chifrinho num guarda real britânico e conhecer pessoalmente um ornitorrinco.



Vejam só: ele tem bico de pato, pé de pato, até a mesma cara de panaca que os patos têm, mas é um mamífero! O único mamífero, aliás, que bota ovo. O único mamífero venenoso (olhe por onde anda!). O único mamífero que não tem tetas, o leite escorre pela pele. Pela pele, vejam só! Pior que isso, só a notícia que eu li numa Istoé do começo do ano passado: no zoológico de Taronga, na Austrália, nasceram os primeiros ornitorrincos gêmeos do mundo.



Até o nome do bicho é estranho: ornitorrinco. Só não é tão estranho quanto a definição de biselho. Mas isso, também, ninguém supera.

quinta-feira, 25 de março de 2004

"Ih! Não roda assim! Não gosto que rode assim!"



Mensagens secretas só audíveis quando se roda uma música ao contrário são um barato. Como os vários versos de "Stairway to Heaven", que revelam mensagens "satânicas". Ou "Superfantástico", cujo refrão executado ao contrário vira "porque já invadimos o mundo... porque já moramos... porque já morremos". Ou um trecho de "Maluco Beleza", do Raulzito, que vira "Ih! Jesus tá foda..."

É óbvio que a maioria é sem querer. Às vezes é preciso muita boa vontade para ouvir o que esse pessoal que cata as mensagens "satânicas" querem que a gente ouça. Neguinho já achou referências ao diabo até em música do Bonde do Tigrão (quando a porcaria contida ali está mais explícita, impossível). A mais engraçada foi a que eu só vi hoje: na música "1406", dos Mamonas, quando se inverte o trecho inicial "ao top de 4 já vai!", ouve-se o Dinho dizendo: "Vou ajustar o pinto pra fora".

Também tem os casos realmente propositais, como em "Ilusão Idiótica", dos Engenheiros do Hawaii, "Rain", dos Beatles, e "Empty Spaces", do Pink Floyd. A mais bem feita, e que brinca justamente com a paranóia desse pessoal, é a do Engenheiros. Quem quiser conhecer mais, entrem no site ABWNN, a minha banda, gravei uns versos e inverti todos no Gravador de Som do Windows. Supresa! "E resolveu..." virou "Foi você...", "Alberto e Tatiana" virou "Ana está de pé..." e vários outras mensagens nem tão impressionantes assim apareceram. Fiquei todo orgulhoso, afinal, não é todo dia que você encontra autênticas mensagens "satânicas" nas suas próprias músicas. Agora fica a dúvida: será que foi por querer?

terça-feira, 23 de março de 2004

Jesus Christ Superstar



Domingo eu assisti ao filme que só não gera tanta discussão quanto o caso Nova Schin/Zeca Pagodinho: A Paixão de Cristo. É verdade quase tudo o que vocês ouviram a respeito dele.

É verdade que o filme é todo falado em latim, hebraico e aramaico, embora eu tenha notado uns dois ou três erros de tradução. É verdade que Judas já começa o filme descalço. Conclusão: ele já perdeu as botas. Também é verdade que a trama é meio manjada: todo mundo já conhece o final... há uns 2 mil anos...

Mas acredito que seja infundado o boato de que haverá uma continuação, chamada A Paixão de Cristo 2 - A Ressurreição. Bom, quem sabe na Páscoa do ano que vem...

segunda-feira, 22 de março de 2004

Recordista mundial

Quando eu tinha meus 9 ou 10 anos, eu e meu primo Bruno queríamos de todo jeito fazer com que nossos nomes aparecessem no Guinness, o Livro dos Recordes. Alguns de nossos projetos malucos foram uma corrente de clipes de papel e um bando de saquinhos com papel picado dentro (queríamos juntar a maior quantidade de papel picado em saquinhos já reunida no mundo, pode isso?!).

Um recorde que me chamou a atenção na edição 1995 do livro era um que estava nas páginas finais, e era a única prova que a "proposta de homologação de recordes" (tipo uma ficha de inscrição para você mandar seu recorde) funcionava mesmo:



Era engraçado porque não era um recorde lá muito comum. Nunca tomou um banho quente na vida? Como assim?

Muitos anos depois, em 2002, eu já tinha esquecido esse negócio de Guinness há muito tempo (os clipes voltaram a servir somente para prender papéis), quando compareci numa reunião do meu condomínio e li, na lista de presença: "Magno Xisto Guerra". Como minha memória é boa para essas coisas inúteis, logo lembrei do livro de 1995 e fui lá conferir. Era verdade: um dos meus futuros vizinhos tinha seu nome no Livro dos Recordes!

Tive a chance de conversar com o sr. Magno numa festa junina, e ele continuava sem tomar banho quente. Preferia uma ducha fria, mesmo em invernos abaixo de zero que ele já tinha enfrentado. Um hábito inusitado, no mínimo. Outro dia fui visitar a casa dele, que vai ficar em frente à minha e está em fase final de construção, e não resisti à pergunta: "Vai ter chuveiro quente?". Ele respondeu, rindo: "Vai. Mas não pra mim".

quarta-feira, 17 de março de 2004

Piada de português



Até hoje não me conformo que James Paul McCartney vai tocar no Rock in Rio Lisboa. Lisboa!! Aposto que se fosse no Rio o cara não vinha nem a pau. Deus do céu, o velho Macca já tá quase com seus 64 anos profetizados em "When I'm 64"... se o cara morrer antes de voltar ao Brasil mais uma vez (toc, toc, toc três vezes na madeira), não vou me conformar. O jeito vai ser ver na televisão. O duro vão ser os comentários dos apresentadores naquele sotaque engraçado.

Outras coisas legais que acontecerão na Lusitânia ao invés de na nossa Terra dos Papagaios vão ser o Kings of Leon, cabeludos cujo vocalista tem voz de bêbado, e o vovô Peter Gabriel, responsável pela melhor fase do Genesis antes do baterista careca assumir os vocais.

Em compensação...

)))) Rock in Rio Lisboa. Sério, que nome é esse? Custava escrever só "Rock in Lisboa"? Ou ainda não aprenderam o que significa "in" por aquelas bandas? Francamente...

)))) Guns'n'Roses, digo, o gordo do Axl Rose e aquela banda cover... dispensável. Assim como o Metallica (prefiro o Beatallica!) e, argh!, Charlie Brown Jr e seu vocalista quarentão que fala e age como se estivesse no auge dos seus treze anos. Britney Spears e Ivete Sangalo dispensam piadinhas.

)))) Eles ainda insistem nos tais 3 minutos de silêncio "por um mundo melhor". Eu tenho uma revista que pergunta para vários artistas o que eles estavam fazendo nos 3 minutos do Rock in Rio 3, em 2001.
Nando Reis: "Muito barulho. Eu devia estar ensaiando com a banda para o show de hoje."
Rodrigo Amarante (Los Hermanos): "Quando vai ser? Domingo?"
Coby Dick (Papa Roach): "Teve isso?"

Agora sério. "Rock in Rio Lisboa"? Será que alguém podia me explicar?!

terça-feira, 16 de março de 2004

Cara estranho ou: It's the end of Marcelo Camelo as we know him



Foi com um triste pesar que, na primeira música do show do Los Hermanos no último 13 de março, no Lapa Multshow, eu e mais o mundaréu de gente que estava ali imaginamos que Marcelo Camelo, um dos compositores, guitarristas, vocalistas e clones do Bin Laden na banda, tinha sido substituído por um qualquer, cuja única semelhança com o antigo integrante era o timbre de voz parecido.

Mas não, era apenas a barba que tinha sumido. "Mas como?!", alguém pensará. "Um cara do Los Hermanos sem barba? Ainda mais o Marcelo Camelo?!". É, pessoal. Como diria o sábio Badauí, "o mundo dá voltas" e, embora os outros músicos da banda continuem ostentando invejáveis cabeleiras no queixo, Camelo prefere manter a cara como bundinha de nenem.

Homenagens e despedidas à famosa barba não faltaram, como em "Todo Carnaval Tem Seu Fim", "Adeus Você" e, claro, "Cara Estranho". Outros grandes momentos do show, que aliás foi excelente:

>> O trio de metais, que são um bando de palhaços, brincando e conversando o tempo inteiro. Um barato.

>> A tradicional chuva de confetes e serpentinas em "Todo Carnaval Tem Seu Fim", que caíam na guitarra do Camelo e o atrapalhavam a tocar. Eu mesmo guardei um punhado de serpentinas que caíram em mim no bolso, como lembrança do show.



>> A interrupção da música "Sentimental" no meio, quando uma mulher desmaiou na platéia perto do palco e o próprio Camelo, junto com uns roadies e seguranças, levantou a desfalecida e a levou para o backstage. A galera começou a gritar "de novo! de novo!", para que a música fosse recomeça, no que o Amarante conversa com o Camelo e fala com o público: "Ah, a gente tá com preguiça..." e retoma a canção no meio mesmo.

segunda-feira, 8 de março de 2004

A definição mais absurda do Aurélio

Com certeza todo mundo já brincou de escrever palavras na calculadora. Você digita "50135", vira a calculadora de cabeça pra baixo e a palavra "SEIOS" aparece como que por mágica.



(Essa da foto, se você virar a cabeça até quebrar o pescoço, vai ler "Shells".)

Quando eu descobri esse negócio, devia ter uns 9 ou 10 anos e comecei a procurar no dicionário palavras que pudessem ser escritas desse jeito. Alguns dos meus grandes achados foram BIÓLOGO (0.907018), GEÓLOGO (0.907039) e EGGSHELL (77345993, "casca de ovo" em inglês).

De empolgado com essas bobeiras que eu era (e ainda sou), comecei a anotar palavras que pudessem ser "escritas" em calculadoras com o intuito de fazer um dicionário. O Bruno, meu primo, me ajudava nessa e as palavras cujo significado não tínhamos a mais vaga idéia nós anotávamos a definição.

Um belo dia, nos deparamos com um verbete estranho. "Biselho". Na calculadora, 0.473518 (não se esqueça do ponto depois do zero). Olhamos a definição no Aurelião e as muitas gargalhadas vieram em seguida. Sintam a poesia:

Biselho S.m. Cada uma das quatro contrachavetas que prendem a armação da morsa ao fuste do primeiro elevador da linotipo.

(Não seria mais fácil ter um desenho, não?)

O nome deste blog é apenas mais uma das minhas tentativas para utilizar a palavra "Biselho" em algum lugar. Já fiz uma música com esse nome (que relatava coisas estranhas e dizia: "Mas nada é tão estranho quanto a definição de biselho"), usei várias vezes em jogos de forca (ninguém adivinha!) e outras coisas de igual utilidade.

Minha meta agora é ver um biselho (seja lá o que isso for, imagino que seja uma peça de alguma máquina tipográfica) ao vivo. Acho que eu pediria um autógrafo.

Como começar um blog em 3 passos

1) Pense num nome esdrúxulo e nas coisas que você pretende escrever. É o mais fácil.

2) Gaste horas procurando um template legal, um sistema de comentários que funcione perfeitamente e mexa no código do blog até falar chega. Pois são esses detalhes que fazem a diferença!

3) Canse de tudo isso e comece a escrever sem estar tudo pronto ainda, sem contador, sem visual legal, sem imagens pipocando pela tela, sem animações ou flash ou javascripts ou código morse, sem nada disso porque dá muito trabalho. Afinal, isso nem é tão importante assim.

Enfim, é o meu método.

Quem

Lucas Paio já foi campeão mineiro de aviões de papel, tocou teclado em uma banda cover de Bon Jovi, vestiu-se de ET e ninja num programa de tevê, usou nariz de palhaço no trânsito, comeu gafanhotos na China, foi um rebelde do Distrito 8 no último Jogos Vorazes e um dia já soube o nome de todas as cidades do Acre de cor, mas essas coisas a gente esquece com a idade.

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