quinta-feira, 23 de junho de 2005

Sou eu, assim sem você...



Alguém me responda: por que tem gente que vai em restaurantes japoneses e não colocam raiz forte no sushi? Tenho observado tal fenômeno com espanto, e é cada vez maior o número de pessoam que se recusam a colocar a massinha verde na comida, com a desculpa de que "é ruim". Ruim? É como vi outro dia num vidro de Habanero, uma red hot chili peppers daquelas bem hot mesmo: "You´ll love it so much that you just might cry".

Qual será a próxima moda? Pizza sem orégano? Pipoca sem sal? Coca-cola sem rum?

segunda-feira, 20 de junho de 2005

So long and thanks for all the fish!



Fim de semana pra manter as esperanças no cinemão roliudiano. Sábado assisti a um filme novo que lançaram por aí, sobre um órfão metido a lutador que usa seus supermilhões de dólares para combater o crime vestido como numa festa de Dia das Bruxas. Finalmente fizeram direito. O protagonista não tem barriga de chopp, não exibe seus mamilos, nem é loiro ou meio-careca, como em versões anteriores do personagem. Talvez (eu disse talvez) o filme peque por excesso de vilões: temos o psicólogo que provoca medo na galera, o terrorista internacional e o mafioso que manda na cidade, sem falar nos bandidos pé-de-chinelo, como o assaltante que mata os pais do tal supermilionário na frente do pobre garotinho. Apesar dos apelos do mordomo piadista, ele dá uma de mochileiro e sai pelo mundo pra aprender a bater na galera, e de quebra descobrir como controlar seus medos, sua culpa, e o que mais vier de brinde. Quando volta e põe suas asinhas (digo, asonas) de fora, dá pena da pivetada, porque o cara é foda e até sua voz rouca contribui pra arrepiar os malfeitores. Sem falar nos espantosos apetrechos e no tanque de guerra que ele usa como carro, destruindo viaturas e telhados sem misericórdia. Enfim, como deve ser. Aguardo ansiosamente pelo segundo, ainda mais se o antagonista for mesmo o que sugere o final do filme.

A outra película que assisti chama-se O Guia do Mochileiro das Galáxias e me fez dar gargalhadas no domingo à noite, coisa que não acontecia desde os saudosos tempos de Sai de Baixo. Da abertura hilária com a música que dá título a este post, e cuja MP3 já está em meus arquivos computadorianos, à piadinha final após os créditos (que só meia dúzia de pessoas na sala assistiu), é humor non-sense da melhor qualidade. Claro que não é pra todo mundo, como não o são as tiras do Perry Bible Fellowship que apresentei a vós num de meus posts passados. Dizem que lembra Monty Python. Shame on me: nunca assisti a um filme do grupo inglês pra poder dizer. Mas me diverti bastante com a arma do ponto de vista, os bonecos de lã, os poemas vogons, e se você não acha absurdo uma baleia despencando do céu enquanto divaga sobre o nome das coisas, assista e divirta-se você também.

Bônus track para quem já viu o filme: vá no Google e digite answer to life, the universe and everything, assim mesmo, sem aspas e tudo em letras minúsculas. Até mais, e obrigado pelos peixes.

quarta-feira, 8 de junho de 2005

Alice no país dos espelhos



?ál rop apos odnad somordnílap snu ortnocne oãn ebas meuq, mmH. é ossi, osoiruc é euq sam, oçort orp acitárp oãçacilpa amu irbocsed oãn adniA. ratisiv arp iuqa euqilC. oirártnoc oa elgooG o É. googlE o uortsom son osson ageloc mu, edadlucaf ad acitámrofni ed oirótarobal on, ejoH.

segunda-feira, 6 de junho de 2005

Dia frio no sol



O Napster morreu, o AudioGalaxy já era, o Kazaa e o e-Donkey não prestam mais. Quem manda agora é o Bit Lord e sua legião de torrents. Quem não conhece procure no Google que estou com preguiça de explicar, mas, resumindo, é uma maneira ainda mais fácil de economizar dinheiro, grana, bufunfa, verdinha, din-din, com disquinhos que custam os ovos da cara, já dizia Magda Antibes. Mais legal ainda é baixar álbuns que ainda nem foram oficialmente lançados no mercado. Por exemplo, semana passada peguei o novo do Oasis, Don´t Believe The Truth. É até interessante, mas convenhamos, Oasis já teve dias melhores. Peguei também o novo do White Stripes, Get Me Behind Satan. É aquela história, parece mais um monte de músicas não finalizadas, uma demo que ainda precisa de retoques nos arranjos, um contra-baixo e, quem sabe, um baterista de verdade.

Já o novo do Foo Fighters, In Your Honor, é realmente um bom disco. Aliás, dois. O primeiro cd é o das músicas pesadas e elétricas, e o segundo das acústicas e calminhas. Breve top 5 das que estou mais gostando no momento:

- No Way Back
- DOA
- End Over End
- Virginia Moon - essa, uma bossa nova (!!) com a participação da Norah Jones (!!)
- Cold Day In The Sun - essa é cantada pelo baterista, que aliás está pra lançar um projeto solo... alguém já viu uma história parecida antes?

Quem

Lucas Paio já foi campeão mineiro de aviões de papel, tocou teclado em uma banda cover de Bon Jovi, vestiu-se de ET e ninja num programa de tevê, usou nariz de palhaço no trânsito, comeu gafanhotos na China, foi um rebelde do Distrito 8 no último Jogos Vorazes e um dia já soube o nome de todas as cidades do Acre de cor, mas essas coisas a gente esquece com a idade.

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