sábado, 22 de abril de 2006

Vaqueiro espacial



Diálogo no MSN:

- Ela deixou de ir no show do Jamiroquai pra ficar teclando comigo...
- Isso é o que eu chamo de Virtual Insanity.

(Tum dum tzzzz)

Falando nisso, tem Jamiroquai na nova programação da Rádio Biselho, além de ABUNN, Fóllen e algumas das músicas mais legais do mundo. Tem preciosidades como "My Girl" com Jackson 5, clássicos oitentistas como "Video Killed the Radio Star" e a doce "Sugar Sugar", que foi tema de alguma novela cujo nome não me lembro. Era Vale Tudo?

01. ABUNN - Capitão Garrancho
02. Fóllen - Fóllen
03. Buggles - Video Killed the Radio Star
04. Archies - Sugar Sugar
05. Red Hot Chili Peppers - Love Rollercoaster
06. Strokes - Reptilia
07. Santa Esmeralda - Don´t Let Me Be Misunderstood
08. Jackson 5 - My Girl
09. Jamiroquai - Space Cowboy
10. Platters - The Great Pretender
11. Robbie Williams - Mr. Bojangles
12. Agnaldo Timóteo - Sorria Meu Bem
13. Aerosmith - Pink
14. Paralamas - Um Pequeno Imprevisto
15. Foo Fighters - M.I.A.

sexta-feira, 21 de abril de 2006

O Leino do Amanhã

A equipe do bISELHO não perde tempo e descolou uma entrevista exclusiva com o roteirista do filme "Depois da Última Coelhada", Lucas Paio. O curta-metragem narra um encontro de Mônica e Cebolinha vinte anos depois da última vez que se encontraram. Traz Juliana Jardim e Saulo Senra nos papéis principais e tem estréia prevista para maio. Na direção, Clarissa Funghi, além de uma equipe de produção que conta também com Daniel de Pinho, Bernardo Silveira, Ariane Alves, Bernardo Silvino, Lívia Salgado e Mariana Alves. Confira o bate-papo que rolou com Lucas:

bISELHO: Então, Lucas... Primeiro a gente queria saber: em que pé está o filme?
Lucas: A gente terminou as filmagens nesta quarta-feira, dia 19. Foram duas manhãs de gravações, e nem deu tempo de filmar todos os planos que a Clarissa (diretora do filme) tinha em mente. Mas não tem outro dia pra filmar mais, o cronograma tá apertado pra burro... A edição tá marcada pro início da semana que vem. Falta também escolher a trilha sonora, ver se o Chico Buarque libera os direitos pra gente... De um jeito ou de outro, em maio tá pronto.


Clarissa Funghi e sua mãozinha, Juliana Jardim como Mônica, Saulo Senra Cebolinha "anarriê" e Lucas Paio coçando a cabeça

bISELHO: Vamos começar do começo. Como surgiu essa idéia de fazer um curta sobre o futuro da Turma da Mônica?
Lucas: Surgiu no ano passado, acho. Tive a idéia pra esse futuro meio sombrio, o Cebolinha virando um fracassado na vida, e a intenção era fazer um curta-metragem mesmo... Como era um troço extremamente complicado, precisava de dinheiro, atores e tal, comecei a pensar numa história em quadrinhos... Acabou virando um texto que publiquei aqui mesmo, no bISELHO.

bISELHO: Mas se um curta era tão complicado assim, o que mudou pra que ele fosse feito agora?
Lucas: Mudou que esse semestre eu tenho uma matéria na faculdade chamada RTVC II. RTVC é Rádio, Televisão e Cinema. E um dos trabalhos que a gente tem é produzir um curta, temos à nossa disposição câmera, estúdio, ilha de edição... Daí escolhemos adaptar esse conto da Mônica e do Cebolinha.

bISELHO: No texto original, a ação se passava dentro de um supermercado. Mas não é assim no filme, é?
Lucas: Não, tivemos que mudar. O supermercado ia ficar muito difícil de se reproduzir num estúdio, teria que ter prateleiras, produtos, e ainda mais em estúdio pequeno. Seria toscão. Então resolvemos mudar o cenário pra uma sala de espera de um consultório... O propósito, que era proporcionar um encontro casual dos dois personagens, ia continuar o mesmo... Só tivemos que fazer algumas alterações. No lugar do funcionário do supermercado, por exemplo, entrou a secretária do consultório. O começo e o fim do filme estão bem diferentes do conto, tem até a profissão da Mônica, coisa que não tinha lá no texto original.

bISELHO: E a escolha do elenco, foi complicada?
Lucas: Ah, deu um certo trabalho. É difícil achar ator assim, de uma hora pra outra, pra filmar sem ensaio nem nada numa segundona de manhã... Inicialmente os atores seriam o Daniel de Pinho, que é integrante da equipe de produção, e a Amana Zanella, chinchila da turma. Mas descartamos a idéia pela total ausência de experiência dramática dos dois, e também porque queríamos atores mais velhos, com mais de trinta pelo menos. Aí tem uma menina no quinto período do meu curso que faz teatro na Puc, a Paula. Resolvemos olhar com ela, ver se ela lembrava de alguém com o perfil que a gente tava querendo. Ela lembrou da Juliana e do Saulo, mandou uma foto dos dois pra gente, nós vimos que ia encaixar nos papéis e pedimos pra ela ver com eles se eles aceitavam. Aceitaram. Isso menos de uma semana antes da gravação, foi um alívio a gente conseguir os atores... foda foi só a falta de tempo pra ensaiar, as filmagens foram logo depois do feriadão da Semana Santa, os atores viajaram...

bISELHO: E as filmagens foram tranqüilas?
Lucas: Foi, foi tudo tranqüilo. Tivemos uns contratempos, o fio do microfone aparecendo toda hora que obrigava a gente a regravar um monte de cenas... a Juliana que chegava atrasada, ela mora em Brumadinho e tinha que pegar um trânsito enorme até chegar lá... Mas foi de boa. A Paula, a menina que arrumou os atores, até fez uma ponta como a secretária do consultório...


Juliana Mônica, Clarissa Brokeback Mountain, Saulo Cebolinha e Lucas Paio dix coxtax

bISELHO: Perdoe a pergunta meio indiscreta, mas o filme está orçado em quanto?
Lucas: Até agora a gente gastou exatamente... dois reais. (Risos) Um real foi pra tirar xerox do roteiro pra todo mundo ter uma cópia, e o outro real foi pra comprar chá mate e colocar na garrafinha que o Cebolinha toma no final do filme, pra parecer que era uísque... A gente até tinha uísque de verdade, mas era a primeira cena do dia, melhor não arriscar... (Risos)

bISELHO: E aquele outro curta-metragem que seria produzido este ano? O das lagartixas? Não vai rolar mais não?
Lucas: Vai, se Deus quiser. Já temos a equipe pronta, basicamente a mesma do "Depois da Última Coelhada", com Bernardo Silveira no papel principal. Tá faltando é uma lapidada no roteiro, não encontramos ainda o enfoque certo, a abordagem mais legal... Nem o título a gente tem certeza de que vai ser esse mesmo... atualmente é "Trinta Coisas Pra Se Fazer Com Uma Colher e Uma Lagartixa", mas tamo achando muito, trinta coisas, às vezes pode ficar meio didático demais e atrapalhar o andamento do filme...

bISELHO: Bom, então é isso, Lucas. Brigadão pelo papo e boa sorte na pós-produção do filme. Queremos nosso DVD depois, hein...
Lucas: Pode deixar. Qualquer coisa tamos aí.


Equipe de produção: Lívia Maria anotadora de planos, Clarissa e o cinegrafista, Ariane e Lucas.

domingo, 16 de abril de 2006

quarta-feira, 12 de abril de 2006

Panis et circenses



Noite do Sino no Soho. Breve resumo pra quem desconhece:

1) Acontece toda terça.
2) Garçom toca o sino.
3) Chopp liberado até o primeiro cliente do estabelecimento ir ao banheiro.
4) Quando isso acontece, o garçom toca o sino e param de servir chopp.
5) O sino toca três vezes por noite.

Na teoria é um barato. Não fossem os poréns:

A) O chopp é aguado, quente, tenebroso.
B) A fila do banheiro fica imensa, ainda mais que normalmente vai mais homem.
C) Paga-se absurdos R$18 pra entrar. Em boteco de verdade, dezoito reais é cerveja à beça. E das geladas.
D) A muvuca pandemônica que se instaura no lugar não te deixar levantar, nem conversar, e ainda tem que segurar a bexiga, o que não está entre as coisas mais legais pra se fazer numa terça à noite.
E) O garçom, na ânsia de servir a cerveja logo, fica surdo a outros pedidos, como comida ou jogos de tabuleiro.

A única vantagem da Noite do Sino deve ser mesmoo clima de hostilidade que invariavelmente reina no ar, exemplificado pelos gritos de guerra bradados pelos bêbados ensandecidos, tais como: "Ah ah ah, se mijar vai apanhar!" ou "Bexiga frouxa! Bexiga frouxa!". Me lembra as saudosas lutas de arena nos meus tempos de Roma antiga.

De bom no Soho ainda restam as batatas fritas montanhosas, cuja sobra é sempre maior que qualquer porção comum de barzinho, e os jogos que se é possível pedir pelo cardápio de jogos, dos tradicionais como Imagem & Ação até os nostálgicos como Cai-Não-Cai, passando por Ludo, Qual É A Música, Master e Pula Pirata.

Só não tem aquele que é o melhor jogo dos últimos tempos da última semana: o Jogo da CIA. Talvez porque ninguém (ainda) comercialize o troço. Trata-se de uma espécie de detetive (aquele dos papeizinhos) em que as piscadelas mortíferas dão lugar a argumentações ferrenhas, discussões intermináveis e mentiras deslavadas ("eu juro que sou afegão!"). Ótimo para mesas de bar e aulas de Mídia. Qualquer dia desses vou ver se crio uma comunidade decente em homenagem ao jogo.

Falando em comunidades, as melhores comunidades de todos os tempos da última semana:

Eu tenho medo do Mesmo
Odeio pisar em minas terrestres
Eu já tive um NEB!
Orson Welles Gordo
George Foreman é o cara!
Eu queria jogar Jumanji!
Dromedário Power

Menção honrosa: a foto da comunidade Chico Bento XVI.

domingo, 9 de abril de 2006

sexta-feira, 7 de abril de 2006

O segredo do sucesso



Sinto desapontá-los, caros leitores, mas minha retrospectiva pessoal deste ano ficará desfalcada de aventuras austríacas. Claro, há sempre uma chance de que até dezembro uma orquestra vienense me contrate como tocador de tuba, mas a considero remota. É hora de encarar a cruel realidade : Salzburg, berço de Mozart, sediará em maio a final do Campeonato Mundial de Aviões de Papel envolvendo competidores de 48 países, e, apesar dos esforços de mineiros, cariocas, pernambucanos e gaúchos, todos os representantes que o Brasil vai mandar pra lá serão paulistas. Ê vida.

Minha breve carreira de piloto de aviões de papel teve início no final do ano passado, quando fiquei sabendo que a Red Bull estava organizando um campeonato. Não só participei da seletiva regional, realizada no ginásio do Barroca Tênis Clube, como ainda conquistei o primeiro lugar na categoria vôo acrobático, graças às piruetas malucas conseguidas meio na sorte, com um aviãozinho improvisado. Além da glória suprema de me tornar campeão de um esporte tão insólito (Cheguei até a recusar entrevista pra Rádio CBN. Sério!), garanti também o direito de participar da seletiva nacional em São Paulo, de onde sairiam três brasileiros para a final mundial na Áustria.

Foram meses de intensa expectativa até o dia da final, bem adequadamente marcada para um Primeiro de Abril. A pressão excruciante exercida sobre minha pessoa era contrastada com a mais absoluta falta de treino: passaram-se as férias, voltaram-se as aulas, e a primeira vez que fui pegar num papel com o intuito de fazê-lo alçar vôo foi na quarta-feira anterior ao campeonato, que aconteceria num sábado. Minha aula terminou mais cedo e tirei o resto da manhã para desenvolver os modelos mais precisos e elaborados que poderiam carimbar meu passaporte para a Áustria.

Tarefa complicada: a pequena sala de visitas do meu apartamento não permitia os loopings maravilhosos ou os rasantes espetaculares que eu pretendia testar, e a garagem do prédio era um misto danoso de pilastras e correntes de vento que pouco ajudavam. Ao final da manhã, separei em cima do sofá os dois modelos menos piores que criei. Era com o primeiro deles, que posteriormente batizei de Chuck, que eu havia conquistado o título de campeão mineiro. Na época, por sorte, decidi guardar a aeronave origâmica como memorabilia, e, embora ela não voasse mais com a desenvoltura de outrora, bastaram alguns minutos de engenharia reversa para que eu aprendesse a reproduzir suas dobras com exatidão. Já o segundo aviãozinho voava de forma um tanto instável, às vezes girava em torno de si mesmo, às vezes planava e embicava direto pro chão. Foi carinhosamente apelidado de Norris.

Uma coisa que eu estava deveras curioso para descobrir era qual seria o perfil dos competidores de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Que tipo de gente participa de um campeonato de aviões de papel? Dos mineiros eu já sabia: tinham todos entrado por pura farra, e ganhado por pura sorte. Assim eram os três caras da PUC e os três da Uni, eu incluso, que representariam Minas no inusitado torneio. Mas vai que o pessoal dos outros estados foi contaminado por uma obsessão sem tamanho, treinou horrores e vai me fazer passar vergonha em rede nacional?

Gaúchos e cariocas, logo pude conferir, estavam no mesmo barco que a mineirada. Legítimos representantes da filosofia que pregava o Fabrício, competidor belorizontino de melhor tempo de vôo: “O segredo do sucesso é o total despreparo”. Valia mais a diversão: enquanto esperávamos a turma de Recife dar as caras, tiramos trocentas fotos, tomamos chimarrão com o pessoal de Porto Alegre, discutimos as notórias diferenças de sotaques que permeava o grupo. Como um gaúcho que me disse:

- Bah, se a gente pousasse ia ser ouro...

Quando perguntei: “quê que é ouro?”, ele me esclareceu: “é tri!”. Ah, bom.

Foi um dia de atrasos: depois do atraso do nosso vôo e do vôo dos pernambucanos, veio o atraso-mor, quando o ônibus que nos transportaria de Congonhas pra Jundiaí furou o pneu. Valeu pelo ineditismo de se ver um pneu de ônibus ser trocado ao vivo, e pela integração da galera, acentuada pela demora sob sol quente. A espera acentuou também um sentimento de união contra os paulistas, aqueles malditos que já deviam estar há horas no local do campeonato, treinando e fazendo reconhecimento de campo.

Mais acentuada ainda estava a fome. Durante a viagem às margens nada plácidas do Tietê nós concedemos entrevistas, trocamos MSNs, conversamos à beça, mas comida que é bom, necas. Chegamos varados de fome ao nosso destino final, o hangar da TAM em Jundiaí, e até a gente comer, beber e vestir as camisas da Red Bull que nos foram presenteados, o horário de treino já tinha terminado e o campeonato estava em vias de começar. Aí foi correria pura, todo mundo fazendo aviãozinho, tacando, medindo, testando, mesurando, analisando milimetricamente, enquanto o paulista mala do microfone apressava todo mundo pra começar logo a bagaça.

Não adiantou, só deu paulista. Pra se ter idéia, na minha categoria, melhor acrobacia, os cinco primeiros lugares eram de São Paulo ou Campinas. Rolou um boato de que a Unicamp construiu até câmara de ar pra neguinho treinar. Eram os japas que eu mais temia, e foi um deles que ganhou, daqueles japas que olham pro papel e o avião já se dobra sozinho. O cara fez um looping que nem era lá muito brastêmpico, mas tinha pleno controle da manobra que iria realizar, e recebeu um 10 unânime de todos os jurados. E, ao que parece, fez o avião ali na hora, desbancando tantos que tinham trazido aviõezinhos prontos de casa (melhor acrobacia era a única modalidade que permitia isso, os outros montavam na hora, assim na pressa). Ironicamente, todos os que levaram aviões pré-fabricados tiveram resultados pífios.

Meus Chucks e Norris também não fizeram boa campanha. O primeiro foi até razoável, ganhou um 6,16 quando a melhor nota até então tinha sido um 7. Mas na hora do segundo lançamento... agora ou nunca, um lançamento de aviãozinho pode me valer uma viagem internacional, todo mundo me olhando, paulistas torcendo contra, câmeras focalizando meu rosto... e eu vou e tiro um mísero 3,3. The dream was over.

Fiquei então torcendo pra que, pelo menos, alguém do nosso ônibus ganhasse alguma coisa. O máximo que conseguiram foi uma subida ou outra ao pódio. Marco Aurélio, competidor belorizontino de melhor distância, chegou até a liderar a prova por um tempo, mas foi rapidamente ultrapassado por um sujeito chamado Diniz, que venceu não só em melhor distância como também em melhor tempo. Resultado: o Brasil só enviará dois participantes para terras austríacas. O cara mereceu, não posso negar: ele foi o único que conseguiu fazer um avião ficar mais de 8 segundos no ar, e voar mais de 30 metros de distância. Levou família, treinou à beça e dava pra ver que estava feliz.

Tudo bem, tudo bem. Eu também saí no lucro, viajei pra São Paulo, conheci um bocado de gente do país inteiro, ganhei mochila, camisa, red bulls, lanchinhos mil, lanchão no pizza hut do aeroporto, e the best of all: sem precisar desembolsar nada. O único tostão da viagem, ou melhor dizendo, o único tostinho, foi gasto numa esfiha em Congonhas, porque dormi durante o vôo e perdi o sanduíche distribuído no avião. Tem Red Bull na geladeira lá de casa até hoje. E uma mochila nova veio bem a calhar, precisava dar um tempo na véia de guerra surrada, que já me acompanhou por andanças eternas por ruas australianas e programas indígenas em mata fechada.

Fico agora na expectativa de realizarem uma Regata de Barquinhos de Papel em Dia de Enxurrada. Quem sabe ano que vem?

Quem

Lucas Paio já foi campeão mineiro de aviões de papel, tocou teclado em uma banda cover de Bon Jovi, vestiu-se de ET e ninja num programa de tevê, usou nariz de palhaço no trânsito, comeu gafanhotos na China, foi um rebelde do Distrito 8 no último Jogos Vorazes e um dia já soube o nome de todas as cidades do Acre de cor, mas essas coisas a gente esquece com a idade.

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