quinta-feira, 28 de junho de 2007

Divagações assim sem muito rigor #3

Trânsito muito louco



Inventaram outra obra no meu bairro, fizeram um desvio e de repente meu atalho matinal virou o caminho de todos. Não bastasse a última reforma-monstro, que trouxe sinais dessincronizados e pistas quádruplas que se estreitam numa só, insistem ainda em um round II. Esqueçam. 2007 tem sido o ano em que mais se vendeu carros na história, tão aumentando a média com esses financiamentos de até 84 meses, e a situação só vai melhorar quando o teletransporte se tornar uma opção economicamente viável. Ou então façamos como os franceses, que reduzem o contingente queimando uns carros toda vez que tem manifestação. De qualquer forma, se os engenheiros de trânsito de Belo Horizonte voltassem das suas férias, que já duram uns dez anos, ajudaria um pouco.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Divagações assim sem muito rigor #2

O amor nos tempos de Babel



Timinho chulé esse nosso. Dois a zero ainda foi pouco. Não teve o fatality do terceiro gol por pura incompetência mexicana, mas foi flawless victory do mesmo jeito. Falando em Sudamerica, outro dia topei com umas fotos das filmagens de O Amor nos Tempos do Cólera, produção baseada no livrão do García Márquez que estréia no final do ano. Pontos positivos: as fotos são boas, os personagens e os cenários se parecem com as descrições do livro, o roteirista é o mesmo de O Pianista e as filmagens ocorreram em terras colombianas, como devia ser. Ponto negativo: segundo o IMDB, o idioma do filme é o inglês. Como assim? Esses tapados de Joliúd são incapazes de aprender algumas sentenças em castelhano. Por isso admiro os culhões de diretores que ousam trocar o inglesão pela língua local, como o japonês em Cartas de Iwo Jima e o aramaico d'A Paixão de Cristo. Seja como for, estarei lá para ver Florentino e Fermina e o amor impossível que deu origem ao melhor livro do Gabo (na opinião dele próprio, porque eu sou conservador e ainda fico com o Cem Anos). Mas minhas esperanças nas adaptações de livros inadaptáveis ainda ficam em Ensaio Sobre a Cegueira, do Saramago, que caiu nas mãos do Fernando Meirelles e ele não iria avacalhar demais com uma obra dessas. Ou iria?

Divagações assim sem muito rigor #1

Futebol e música da pior qualidade



Daqui a pouco o Brasil entra em campo contra os mejicanos na estréia canarinho na Copa América. É um campeonato que me apetece mais do que esse Pan que inventaram pro Rio. Pelo menos os sul-americanos têm tradição no futebol, embora a perebice de sempre se faça presente na maioria das partidas. Já no Pan não vejo muita graça. Parece desculpa pra afugentar quenianos e coreanos, e garantir pros brasileiros o ouro em corrida e ping-pong. A Globo não pensa assim e enfia o Pan em todos os programas, mas só porque já perdeu pra Record os direitos da próxima Olimpíada (tá confirmado isso?). O Rio tá ruim de evento, já viram a programação do tão falado Live Earth? Enquanto Nova York tem Dave Matthews Band, Roger Waters e Bon Jovi, no Brasil a atração internacional mais famosa é o Lenny Kravitz. Pff. Ó, mal começou o jogo e já roubaram um gol nosso. O prêmio de melhor nome de jogador da partida vai pro atacante Vágner Love. Com um nome assim, no mínimo eu seria tecladista de uma banda cover de Bon Jovi. Quem não quiser assistir futebol, divirta-se com o Esquilo Dramático, o melhor vídeo de 5 segundos da última semana.

sábado, 16 de junho de 2007

Phoney people come to play



Uma coisa irritante é quando você tem a idéia de fazer um blog, pensa num nome supimpa e quando vê ele já existe, embora o primeiro e único post date de setembro de 2001. Por conta disso, sempre que imagino um nome que futuramente poderia render frutos cibernéticos, vou no Blogger e registro. Nessa brincadeira, já estão em meu poder o spoonerista Oitra Cousa, o sincero Umas Verdades, o anagrâmico Paulo Saci e o enigmático Estalactite ("Das profundezas dos tetos cavernosos, desce sorrateira a estalactite").

Obviamente nenhum deles foi pra frente ainda, mas meu novíssimo projeto inacabado promete uma eternidade de diversão trash. Lost in Bollywood será uma coleção de pérolas da meca do cinema indiano, um compêndio de atrocidades cinematográfico-musicais cometidas no país da vaca sagrada. Os primeiros vídeos já estão lá, esperando sua visita. Namastê!

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Bloco de notas

Aproveitando os ilimitados recursos do Google, nós aqui do trabalho criamos uma planilha online com cotações dos filmes que assistimos. As notas vão de uma estrela ("Esqueceram de Mim 4") a cinco ("Curtindo a Vida Adoidado"), e você pode conferir aqui as inestimáveis opiniões de quem não necessariamente entende alguma coisa de cinema, mas se diverte bastante brincando de crítico.

PS 1: Minhas cotações estão sob o pseudônimo que é um anagrama do meu nome.
PS 2: Se eu não falar que também fizemos um blog, aposto que o Fmazzoni vai reclamar.

Quem

Lucas Paio já foi campeão mineiro de aviões de papel, tocou teclado em uma banda cover de Bon Jovi, vestiu-se de ET e ninja num programa de tevê, usou nariz de palhaço no trânsito, comeu gafanhotos na China, foi um rebelde do Distrito 8 no último Jogos Vorazes e um dia já soube o nome de todas as cidades do Acre de cor, mas essas coisas a gente esquece com a idade.

Busca no blog

Leia também


Cinema por quem entende mais de mesa de bar

Crônicas de um mineiro na China


Uma história parcialmente non-sense escrita por Lucas Paio e Daniel de Pinho

Arquivo