segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Be kind, rewind



Minha meta cinematográfica de 2008 é bater meu próprio recorde (que nem é grande coisa) e assistir a uns 30 filmes no cinema (e pelo menos uns 120 contando os DVDs). Todos os dezessete que já vi este ano estão devidamente comentados no blog coletivo recém-criado 05-05-2008, onde tenho concentrado meus escritos sobre o tema.

Além disso, mantenho atualizada uma planilha com todos os filmes que vi desde 2003, com suas respectivas cotações de 1 a 5 estrelas, sendo "5" pérolas como Quase Famosos ou Borat, e "1" coisas do naipe de Highlander e Esqueceram de Mim 4. A segunda página da planilha traz todos os filmes que vi no cinema desde 1990, época do saudoso Lua de Cristal, onde o galã era o Sérgio Mallandro e sua moto fuleira virava garboso cavalo branco, lembram? Com esses dados catalogados, posso inclusive ter acesso a estatísticas extremamente pertinente, tipo: mais de 70% dos filmes que vi no cinema foram no BH Shopping, ou Spielberg é o diretor que mais assisti na telona (6 filmes), seguido de perto por M. Night Shyamalan (com 5).

Tá bom, é bem inútil, mas eu me divirto fazendo essas coisas...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Quer pagar quantum?



Anunciaram o nome do novo filme do James Bond. Seguindo a linha dos títulos esdrúxulos de 2008 (Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, claro, é o exemplo-mor), batizaram o vigésimo segundo 007 de Quantum of Solace.

Quantum of Solace. Os tradutores brasileiros estão perdidos. As sugestões que folheei pela internet passeiam do fraco ("A Medida do Sofrimento", "Certo Consolo") ao tenebroso ("Quantum de Alívio", "Quantum de Refrigério"). Não duvido nada que se acovardem diante do trabalho difícil e acabem lascando um Cassino Royale 2. E olha que já previ antes a tradução brasileira de um filme (The Dark Knight, em agosto de 2006). Mas se fosse pra eu escolher, não pensaria duas vezes: 007 - Um Espião do Barulho.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Under the Hood



Um dia eu tive oito anos e vi cair em minhas mãos o tal do Manual do Super-Herói. Pra um moleque que repetia com exatidão os movimentos do Jiraya, encenava com bonequinhos a cena do Coringa caindo no ácido, e voava vestido de Super-Homem ao som da trilha de John Williams, um Manual do Super-Herói era o tipo de leitura que despertava interesse.

E ao contrário dos monólogos do Jiban, que deviam ser péssimos e a gente nem percebia, o livro era realmente bem feito, com textos criativos e cartuns ilustrando todas as páginas (sem pular uma). Era um manual completo, contando a história dos super-heróis desde os deuses da mitologia, apresentando os pré-requisitos da profissão ("Ser vacinado. Contra a raiva, principalmente. Tem muito cachorro por aí que não sabe distinguir um super-herói de um carteiro ou um coletor de lixo"), sugestões de matérias-primas para os poderes (fogo, água, borracha, madeira), as lições da Escola de Super-Heróis, o dia-a-dia de um super-herói, o salário de um super-herói, a bolsa de valores dos super-heróis.

O problema era que o livro não era meu. Era do filho de um amigo do meu pai, e eu precisava devolver. A edição era antiga (de 1976, o que em 1993 já era passado distante) e difícil de encontrar. No auge dos meus oito anos, numa época em que o xerox era luxo pra poucos, achei a solução: gravar em fitas cassete, narrando em voz alta, todas as 190 páginas do livro. Foram três fitinhas de áudio com minha voz de criança gripada, repletas de tosses e cachorros latindo. A iniciativa não só fez com que eu pudesse ter o manual em casa e consultar quando necessário (por ocasião de um ataque alienígena, digamos), como também propiciou que posteriormente eu gravasse outros livros e criasse minha própria locadora de talk-books.

De todas as peças perdidas da minha infância que se acabaram se encaixando com o advento da internet (por exemplo, o nome do seriado da menina que parava o tempo encostando um dedo no outro), faltava o Manual do Super-Herói e eu não sabia. Hoje, por algum enigma do cérebro, me veio ele na memória e resolvi buscar no São Google alguma pista. Ele estava lá, escaneado e completo, escondido apenas sob alguns cliques. Agora só falta lançarem os DVDs de "Perdido nas Estrelas" e do desenho de "De Volta Para o Futuro".

Amostra grátis:


sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

domingo, 6 de janeiro de 2008

Dez segundos

Enquanto a lagartixa não fica pronta, Adriano e eu demos uma olhada nos outros prêmios oferecidos no site do Festival do Minuto e resolvemos inscrever mais alguns na categoria "Nano Minuto", que aceita curtas de até 10 segundos de duração. Munidos de câmera, máscaras, papéis, uma carteira mágica e uma avó, filmamos três superproduções que estréiam agora no bISELHO:

"O Quarto do Pânico"



"Prisão Perpétua"



"Macacada"



Update (08/01): o site do Festival já tá exibindo nossos vídeos e você assistir e votar no Quarto do Pânico, o Prisão Perpétua e o Macacada. Vai lá!

Update II (10/01): "Prisão Perpétua" ganhou na categoria NanoMinuto! Tá lá no site do Festival. O mais engraçado é que filmamos em janeiro de 2008 e ganhamos em dezembro de 2007. Great Scott!

Quem

Lucas Paio já foi campeão mineiro de aviões de papel, tocou teclado em uma banda cover de Bon Jovi, vestiu-se de ET e ninja num programa de tevê, usou nariz de palhaço no trânsito, comeu gafanhotos na China, foi um rebelde do Distrito 8 no último Jogos Vorazes e um dia já soube o nome de todas as cidades do Acre de cor, mas essas coisas a gente esquece com a idade.

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Uma história parcialmente non-sense escrita por Lucas Paio e Daniel de Pinho

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