terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Soneto do inverno alemão


Em vão eu sonhei com o tal Natal Branco 
Daqueles que via em “Esqueceram de Mim” 
Mas dezembro veio e deu tchau em Berlim 
E o inverno hibernando, sem pegar no tranco 

Janeiro, entretanto, foi outro negócio 
O sol entrou oficialmente de greve 
E se uns se refestelavam na neve, 
Clamavam outros tantos: que venha o equinócio! 

Com duas semanas, tô sendo sincero, 
Os graus já pularam pra cima do zero 
Um verão precoce? Onde é que eu assino? 

Haha!, riu São Pedro, mandando mais vento 
Até segunda ordem, só tem céu cinzento 
E esse chove-não-neva com jeitão londrino


(Leia também: Soneto do outono alemão)

Quem

Lucas Paio já foi campeão mineiro de aviões de papel, tocou teclado em uma banda cover de Bon Jovi, vestiu-se de ET e ninja num programa de tevê, usou nariz de palhaço no trânsito, comeu gafanhotos na China, foi um rebelde do Distrito 8 no último Jogos Vorazes e um dia já soube o nome de todas as cidades do Acre de cor, mas essas coisas a gente esquece com a idade.

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