sábado, 31 de dezembro de 2016

Top 20 filmes favoritos de 2016



Se fechei o ano passado com apenas 109 longas assistidos, em 2016 aumentei o número para 150, sendo 137 que nunca tinha visto antes.

Escrevi um parágrafo sobre cada um deles no Cinema de Buteco, coisa que já havia feito antes em 2012 e prometido a mim mesmo que nunca tentaria outra vez. Portanto, caso te interesse, veja lá todos os filmes a que assisti em janeiro, fevereiro, março, abril, maio/junho/julhoagosto/setembro/outubro e novembro/dezembro.

Se quiser a versão resumida, cá estão os meus 20 filmes favoritos de 2016:



20- Hush - A Morte Ouve
(Hush, dir. Mike Flanagan)

Com uma protagonista surda perseguida por um serial killer, temos um terror sem gritaria e clichês subvertidos. A trama pode parecer besta, mas aqui é o estilo que importa. Boa surpresa que apareceu meio de surdina na Netflix.



19- Mogli - O Menino Lobo
(The Jungle Book, dir. Jon Favreau)

É o Mogli que todos conhecemos, um moleque de tanga vermelha falando com bichos, mas com dois diferenciais fundamentais: um visual impecável e um elenco de vozes de botar respeito. Leia minha crítica completa no Cinema de Buteco.



18- Capitão América - Guerra Civil
(Captain America: Civil War, dir. Anthony & Joe Russo)

Eu não estava lá muito empolgado para mais um filme da Marvel com as mesmas piadas, a mesma direção genérica e um elenco de 79 heróis, e talvez por isso mesmo tenha me surpreendido. Além da trama mais séria (dando continuidade ao eficiente O Soldado Invernal), Guerra Civil traz uma das sequências de ação mais divertidas de todos os 13 filmes da Marvel até agora: justamente o confronto entre esses trocentos heróis num aeroporto alemão. E ainda nos apresentou ao melhor Homem-Aranha dos cinemas.



17- Carol
(dir. Todd Haynes)

Romance sem melodrama bastante eficaz, que poderia fácil ter ocupado o lugar de algum dos indicados a Melhor Filme (estou olhando pra você, A Grande Aposta).



16- Creed - Nascido Para Lutar
(Creed, dir. Ryan Coogler)

Mais um Episódio VII que utiliza as melhores características de sua franquia quarentona (incluindo um ex-protagonista interpretado por um ator muito querido e que aqui vira mentor) ao mesmo tempo em que abre caminho para novos filmes com uma nova geração. Só faltou o Oscar pro Stallone.



15- O Quarto de Jack
(Room, dir. Lenny Abrahamson)

Drama calcado em duas atuações incríveis (torço para uma carreira de sucesso para o garotinho Jacob Tremblay) com uma direção que trabalha confinamento, tensão e readaptação com bastante eficácia.



14- Kubo e as Cordas Mágicas
(Kubo and the Two Strings, dir. Travis Knight)

O visual é tão impressionante que a maior parte do público vai achar que se trata de computação gráfica, mas é stop-motion, e um dos mais bem feitos que já pintaram por aí. Junte a divertida química entre os personagens — um garoto, um macaco e um homem-besouro! — e temos uma das melhores animações do ano.



13- Anomalisa
(dir. Charlie Kaufman & Duke Johnson)

Um stop-motion mais realista do que muito filme de carne-e-osso, junto com toda a esquisitice que é marca registrada de Charlie Kaufman e bastante espaço para interpretações.



12- Spotlight - Segredos Revelados
(Spotlight, dir. Tom McCarthy)

Os elementos que tornam o vencedor do Oscar menos “dramático” (a falta de um protagonista único ou de revelações que realmente surpreendam) o deixam justamente mais realista e menos glamouroso. Uma aula de como o bom jornalismo deve ser.



11- Cinco Graças
(Mustang, dir. Deniz Gamze Ergüven)

O representante da França no Oscar em 2016 é na verdade um filme turco, falado em turco e totalmente enredado na cultura do país, com sua trama trágica sobre cinco adolescentes rebeldes forçadas a casamentos arranjados pela família conservadora. Um belo longa de estreia da diretora Deniz Gamze Ergüven.



10- Zootopia
(dir. Byron Howard & Rich Moore)

A Disney mostra que continua em ótima fase: Zootopia é daquelas animações que criam um mundo repleto de detalhes piscou-perdeu, coadjuvantes que roubam a cena e uma trama que ganha surpreendentes cunhos sócio-políticos em meados do segundo ato.



9- Sing Street
(dir. John Carney)

Carney (de Apenas Uma Vez) retorna com mais uma simpática comédia romântica musical, desta vez trocando a contemporaneidade pelos anos 80. Se já vimos antes histórias parecidas (“moleque forma banda para conquistar garota”), esta aqui tem charme próprio – e ótimas canções originais – para andar com as próprias pernas.



8- Sala Verde
(Green Room, dir. Jeremy Saulnier)

Suspense claustrofóbico que segue uma banda de punk rock metida numa enrascada das brabas no backstage de uma casa de shows neo-nazista. Bem construído, tem um momento tenso atrás do outro; destaque para o vilão minimalista de Patrick Stewart, um dos melhores de 2016.



7- A Bruxa
(The VVitch: A New-England Folktale, dir. Robert Eggers)

Terror psicológico que evita os sustos fáceis, causando medo muito mais por sua atmosfera — tanto as forças exteriores que aterrorizam uma família nos EUA do século 17 quanto os membros dessa própria família se voltando uns contra os outros.



6- O Regresso
(The Revenant, dir. Alejandro G. Iñárritu)

Paisagens, planos longos, DiCaprio rastejando a caminho do Oscar, Tom Hardy balbuciando, o melhor urso digital desde Ted e a melhor cena com um cavalo morto desde O Poderoso Chefão tornam esta uma experiência memorável.



5- Rua Cloverfield, 10
(10 Cloverfield Lane, dir. Dan Trachtenberg)

Este auto-intitulado “primo” do Cloverfield de 2008 ganha do seu parente em todos os sentidos — da direção segura que sabe contar uma história (ao invés da câmera trêmula que causava ataques de labirintite) ao elenco pequeno e eficiente, passando pelo clima claustrofóbico e pela dúvida perene: o que realmente há lá fora?



4- Deadpool
(dir. Tim Miller)

Dos créditos iniciais zoados à referência final a Curtindo a Vida Adoidado, o filme quebra a quarta parede (“McAvoy ou Stewart?”), tira sarro de tudo e todos (a começar por seu ator principal) e faz da metalinguagem um diferencial mais que bem-vindo aos já cansados filmes de super-heróis.



3- A Chegada
(Arrival, dir. Denis Villeneuve)

No melhor sci-fi do ano, a porradaria intergaláctica dá lugar a uma trama sobre linguagem e entendimento mútuo, colocando Denis Villeneuve definitivamente entre um dos diretores mais interessantes da atualidade — e que retorna em breve com a sequência de Blade Runner.



2- Capitão Fantástico
(Captain Fantastic, dir. Matt Ross)

Um belo estudo de personagens com excelentes performances (o destaque, sem dúvida, é o protagonista Viggo Mortensen), momentos tocantes e que evoca outros ótimos filmes como Pequena Miss Sunshine e Na Natureza Selvagem.



1- O Lagosta
(The Lobster, dir. Yorgos Lanthimos)

Com a trama mais surreal do ano — solteiros são enviados a um hotel onde têm 45 dias para encontrar um novo par, ou serão transformados no animal de sua preferência —, Lanthimos criou uma mistura de drama, distopia e humor negro, que vai ficando cada vez mais estranho e fascinante de se assistir.

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

A Menina Que Comia Música

Ela sempre andava triste da vida. E o motivo era sempre o mesmo: comida.


Direção: Lucas Paio
Roteiro: Lucas Paio & Daniel de Pinho 
Estrelando: Fernanda Morena (A Menina), Luiz Tasso Neto (O Músico), Mikael Salomonsson (O Namorado) e Tina Madeira (A Mãe)
Elenco de apoio: Antti Silvennoinen, Cadu Leite, Cristiane Módolo, Cristiano Liu, Lucas Paio, Rahel Zoe Buschor e Richard Amante


Quem

Lucas Paio já foi campeão mineiro de aviões de papel, tocou teclado em uma banda cover de Bon Jovi, vestiu-se de ET e ninja num programa de tevê, usou nariz de palhaço no trânsito, comeu gafanhotos na China, foi um rebelde do Distrito 8 no último Jogos Vorazes e um dia já soube o nome de todas as cidades do Acre de cor, mas essas coisas a gente esquece com a idade.

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