10/01/2012

Filmes de Dois Mil e Dôuze - Parte 2

Filmes assistidos entre 6 e 9 de janeiro:



AS LUZES DE UM VERÃO (Mùa hè chiều thẳng đứng/À La Verticale de L'été, Vietnã/França/Alemanha, 2000, dir. Trần Anh Hùng)
Comprei este e outros filmes vietnamitas quando fui a Hanói há quase um ano, e só agora parei de enrolar para assisti-los. As Luzes de Um Verão se concentra em uma família de três irmãs e um irmão. Uma descobre que está grávida mas desconfia que o marido é infiel. Outra é infiel e descobre que o marido tem outra família. A mais nova mora com o irmão e aparentemente está apaixonada por ele. Muita coisa fica sem desfecho, mas isso não é necessariamente um defeito e combina com a proposta do filme. Alguns diriam que é bem paradão, mas eu curti e por isso usarei "contemplativo". Nota 4/5



PASSE LIVRE (Hall Pass, EUA, 2011, dir. Bobby & Peter Farrelly)
Passe Livre não é um filme ruim, mas simplesmente não é engraçado como se esperaria dos irmãos Farrelly. Os primeiros 30 minutos são gastos para estabelecer uma premissa que o próprio pôster já escancara – Owen Wilson e Jason Sudeikis recebem das esposas uma semana de "passe livre" para fazer o que quiserem, "no questions asked". Mas salvo uma ou outra cena mais inspirada, a tal semana decepciona pela falta de ousadia e o excesso de correção política. Onde foram parar os Farrelly criativos e despudorados que fizeram Débi & Lóide, uma das melhores comédias dos anos 90? Nota 2/5



O EXTERMINADOR DO FUTURO: A SALVAÇÃO (Terminator Salvation, EUA/Alemanha/Reino Unido/Itália, 2009, dir. McG)
Se vai ser impossível para a série atingir o nível de O Exterminador do Futuro 2, o quarto episódio ao menos não faz feio na ação. Depois de três filmes adiando o inevitável, chegamos finalmente a um futuro pós-apocalíptico dominado pelas máquinas, e aqui não há Matrix mantendo os humanos felizões e alienados. O John Connor da vez é Christian Bale – interpretado por um ator diferente a cada filme, é difícil que o personagem mantenha uma caracterização consistente, mas o que é apresentado aqui não compromete. As homenagens aos filmes originais divertem, embora não acrescentam muito, e a trama envolvendo um Connor adulto e um Kyle Reese jovem transforma o roteiro numa curiosa mistura de prequel e continuação. Pelo menos escapamos de ver um robô sendo enviado ao passado pela quarta vez pra fracassar em suas tentativas de exterminar a família Connor. Nota 3/5



MISSÃO MADRINHA DE CASAMENTO (Bridesmaids, EUA, 2011, dir. Paul Feig)
O último filme sobre madrinhas de casamento que assisti foi a porcaria Vestida Para Casar, e nunca em sã consciência assistiria a um chamado Missão Madrinha de Casamento não fosse tanto falatório da crítica. E não é que o filme é bom mesmo? A primeira produção de Judd Apatow a fugir dos "bromances" e focar em protagonistas femininas faz a conversão de forma inspirada, mostrando que a versão de saias da camaradagem entre amigos não é o companheirismo entre amigas, mas a inveja e o ciúme. As melhores cenas são aquelas de constrangimento, como o duelo de microfones, a seqüência no avião e o chilique na festa com tema parisiense. Nota 4/5



NA MIRA DO CHEFE (In Bruges, Reino Unido/EUA, 2008, dir. Martin McDonagh)
Pô, que surpresa agradável. Um filme despretensioso, mistura de thriller e comédia, valorizando muito mais os personagens do que a ação, cheio de diálogos genuinamente engraçados e sem medo de serem politicamente incorretos. A dupla de assassinos (Brendan Gleeson e Colin Farrell, finalmente aparecendo com seu sotaque irlandês natal) tem alma, o roteiro (original) encaixa as pontas soltas sem soar forçado e Ralph Fiennes, mesmo aparecendo pouco, convence perfeitamente como um chefão do crime que não abandona seus princípios. E olha que foi o filme de estréia do diretor. Excelente começo. Nota 5/5

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Lucas Paio já foi campeão mineiro de aviões de papel, tocou teclado em uma banda cover de Bon Jovi, vestiu-se de ET e ninja num programa de tevê, usou nariz de palhaço no trânsito, comeu gafanhotos na China, foi um rebelde do Distrito 8 no último Jogos Vorazes e um dia já soube o nome de todas as cidades do Acre de cor, mas essas coisas a gente esquece com a idade.

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