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16/07/2009

Tapete vermelho

4a Mostra de Cinema de Ouro Preto
Parte III



Fechando a série, os melhores e os piores da CineOP 2009:

Melhor evento - Le Rendez-Vouz Du Sam’di Soir. O palavroso nome em francês era o título da sessão mais curiosa e interessante de toda a CineOP: três curtas mudos dos anos 20, de Jean Renoir e René Clair, com trilha sonora tocada ao vivo por três músicos também franceses. Um cara no violão e guitarra (Maxime Roman), uma moça no violino (Céline Benezeth) e outro no teclado e voz (Marco Pereira), criando sons diferentes, melodias ricas, sobrepondo áudio em cima de áudio enquanto as delirantes imagens dos curtas nos hipnotizavam. Parabéns pros caras e pra quem teve a idéia de levá-los a Ouro Preto.

Melhor show - Falcatrua tocando Tim Maia. Primeiro as críticas: fazer um show só com Tim Maia já é meio caminho andado pra entreter o público. O mérito principal, nesse caso, é do finado soul man carioca. O cd, idealizado por Nélson Motta e produzido pelo John do Pato Fu, soa mais como uma forma de lucrar sobre um repertório difícil de estragar. Sem falar que a CineOP careceu de shows realmente bons para comparar. MAS! Pelo menos ao vivo, as versões ficaram realmente legais. As adições de Glauco Nastácia na bateria e, principalmente, de Gleison Túlio na guitarra deram uma cara nova e um feeling especial às canções. Gleison Túlio, na verdade, se sustenta sozinho: sua versão para "Rational Culture" só com guitarras sobre guitarras mata a pau.

Prêmio Dr. Manhattan de Onipresença - Esse é dividido. Em qualquer lugar que a gente fosse em Ouro Preto, dava de cara com um desses três: Rafael Ciccarini, que foi meu professor na Escola Livre de Cinema e é editor da Filmes Polvo; Tutti Maravilha, radialista da Inconfidência há uns cento e cinqüenta anos; e a onipresente-mor, homenageada da CineOP que aparecia nas telas, nos painéis e até no meio da rua: Zezé Motta. Falei tanto dela que, quando a TV Mostra a entrevistou para a edição especial de encerramento, eu apareci lá no fundo também.

Troféu Milli Vanilli de Fraude Sonora - DJ Roger Moore. Segundo a programação, ele tocaria o melhor da música brasileira dos anos 70. Chegou na hora, só colocou o pior da música internacional dos anos 2000. Ou o Snoopy Dog era colega do Simonal e eu não sabia?

Prêmio Irmãos Wright para o vôo que não aconteceu - Vai para a pipa que iria protagonizar nosso curta improvisado, na tarde de segunda-feira. Reunimos um grupo duns cinco, fomos para o Morro da Forca munidos de uma pipa, preparamos alguns poemas para dar um ar mais experimental, cult e pseudo-intelectual, mas na hora agá a pipa não voou. Foi devidamente pisoteada e desmembrada, por ter se recusado a colaborar. Pelo menos recitamos os poemas para a câmera. Trecho do meu:

Pipas, ó pipas
Contemplar o seu vôo
Me dá um enjôo
Embrulha-me as tripas

Troféu Malba Tahan de Sanduíche Mal Calculado - Cheguei numa padaria da Praça Tiradentes e pedi um misto quente. O cara me falou que não tinha queijo. Eu: não tem problema, pode ser só com presunto mesmo. Ele: só que é apresuntado. Eu, desanimado: pode ser, mas já que não tem queijo, capricha. Ele: pãozim de forma ou pãozim de sal? Escolhi o de sal e fiquei lá sentado, aguardando o resultado. Eis que, hesitante, ele alerta: acho que exagerei no apresuntado. Ele tinha caprichado tanto, e ainda colocado umas cinco fatias de tomate não solicitadas, que o pão era só uma mancha perdida num mar de apresuntados escorrendo pelos lados, de fazer inveja em um toscoburguer. Foi o primeiro misto quente que comi de garfo e faca, e ainda sobrou.

Troféu Pedra de Rosetta de Caligrafia Mais Indecifrável - Vai para o Bigode, instrutor da nossa oficina. Ele copiou a sentença de Tiradentes num pedaço de papel para o Paulo Augusto ler, e ninguém conseguia traduzir o que estava escrito. Foi preciso que voltassem ao Museu e pedissem uma cópia digitada para que sanássemos nossas dúvidas. Depois comprei um livro com a biografia do Bigode (Luiz Carlos Lacerda, de Alfredo Sternheim, para a Coleção Aplauso) e pedi para ele autografar, mas com menos de dez minutos consegui decifrar a dedicatória toda.

Música-tema da CineOP - São várias as candidatas: "Todos Estão Surdos", do Robertão ("Mas meu amigo, volte logo..."), "Rational Culture" do Tim Maia ("We are gonna rule the world, don't you know, don't you know") e até as marchinhas histórico-carnavalescas do Tião do Doce. Mas o grande prêmio - em homenagem, claro, a Zezé Motta - vai para Xica da Xica da Xica da Xica da Silva.

12/07/2009

Os bastidores de Oui Uai

4a Mostra de Cinema de Ouro Preto
Parte II
19-23 de junho de 2009

Descer ladeira até o Centro de Convenções indica uma custosa subida na hora da volta. É pouco mais de um quilômetro do meu albergue até lá, mas vai fazer isso várias vezes ao dia pra ver como a perna fica. Pelo menos o espaço armado lá dentro (o nome oficial é "Cine-Bar-Café") tem bancos e puffs esparramados pra aplacar cansaço e preguiça. E de madrugada - pois os shows noturnos também acontecem por lá - o álcool ajuda a criar coragem de caminhar morro acima no inverno ouro-pretano de lascar.

É no Centro de Convenções que nos reunimos para pegar o crachá e o material didático (leia-se: pasta de papelão, bloco de anotações e caneta) no primeiro dia da oficina de Realização em Curta Documental. Várias outras também acontecem por ali, a maioria de cunho teórico - História e Cinema Brasileiro, Conservação de Acervos Fotográficos, A Forma e a Informação no Documentário. A nossa é diferente: temos 4 dias para bolar, produzir e editar um documentário em curta-metragem de dez, quinze minutos.

Nosso instrutor é o Bigode, também conhecido por Luiz Carlos Lacerda, cineasta carioca que desde os anos setenta dirigiu um zilhão de curtas, médias e longas, dentre os quais a cinebiografia da Leila Diniz. Abre a aula com a tradicional introdução de primeiro dia: diga pra turma seu nome, sua cidade, sua profissão. Muitos publicitários (eu incluso), gente que já fez o curso da Escola Livre de Cinema (eu também), moradores de Ouro Preto (eu não) e estudantes de teatro (também não). Depois dá uma geral em termos técnicos - tipos de planos, planilhas de produção - e vai direto ao assunto:

- A produção da mostra me pediu que o tema do nosso curta se relacione de alguma forma ao Ano da França no Brasil. Como estamos em Ouro Preto, pensei em fazermos sobre a influência da Revolução Francesa na Inconfidência Mineira.

As idéias começam a surgir: vamos falar com historiadores? Com o diretor do Museu da Inconfidência? Com a curadora da exposição no Museu sobre Inconfidência e Revolução Francesa? Ou vamos atrás de fontes não-oficiais, investigar o lado B da História, entrevistar a maluca que se veste de Marília de Dirceu? Muita gente está bem familiarizada com o assunto (o que não é exatamente o meu caso) e contribui com suas sugestões.

Chega a hora de dividir as funções. Somos mais de trinta, o que se mostra gente pra burro - o número oficial de vagas era 25, e mesmo isso já seria muita coisa. Porque em documentário são poucos os departamentos: roteiro, direção, câmera, edição, produção. Nada de figurino, necas de direção de arte. E aí rola o esperado: todo mundo quer dirigir, ninguém quer produzir, no final ficamos com 8 roteiristas, 8 diretores e só 4 produtores pra dar conta dessa demanda toda. Eu também fujo da produção e fico no time do roteiro.



Claro: oito roteiristas também é demais. Fazemos uma reunião no andar de baixo, cercados por painéis com fotos da Zezé Motta, e é um custo decidirmos uma linha a seguir. As idéias são vagas, abstratas, e é preciso que o Bigode ponha ordem na casa para que pensemos objetivamente e anotemos (o presente do subjuntivo no plural é feio pra cacete!) uma lista de uns dez possíveis entrevistados. Enquanto isso, uma equipe já sai por Ouro Preto para fazer planos genéricos da cidade, que acabaram não sendo aproveitados porque já era fim de tarde e a luz não ficou boa.

Sábado, 20 de junho.



O primeiro dia de produção começa com uma filmagem com José Efigênio, um artista plástico (eu achava que era historiador, mas na legenda do filme tá artista plástico) que já adianta que a Revolução Francesa não teve efeito nenhum na Inconfidência, porque aconteceram na mesma época: a influência foi das idéias iluministas francesas, que inspiraram movimentos tanto lá quanto cá. Depois de um almoço meia-boca (não tinha nem carne que prestasse), filmamos com o ator Paulo Augusto de Lima, que recita trechos do "Romanceiro da Inconfidência" (Cecília Meireles, 1953) em locais apropriados como a Ponte e o Chafariz de Marília:

Atrás de portas fechadas,
à luz de velas acesas,
uns sugerem, uns recusam,
uns ouvem, uns aconselham.
Se a derrama for lançada,
há levante, com certeza!

Domingo, 21 de junho.



Tião do Doce é uma figura folclórica de Ouro Preto. Vende cocadas e cajuzões a R$ 1,50 cada, geralmente em frente à Igreja de São Francisco de Assis, e é também compositor das canções e marchinhas que canta entre uma venda e outra. Eu tinha apostado com uma das colegas de oficina, ouropretana de nascença, que ele teria alguma música sobre a Inconfidência. Ela achava que não. Valia um cajuzão do próprio. Perguntamos pra ele e a resposta é sim: tem várias. Ganho o cajuzão e o Seu Tião ganha a honra de abrir e fechar o nosso curta com seu repertório batucado na caixa de doces:

Recordação de um passado presente
Da memória que ficou, ou ou
Os rochedos dessa terra
Contam como começou
A descoberta do ouro
Foi Portugal quem ganhou, ou ou



Domingo é o dia das figuras pitorescas: depois de registrarmos cenas da exposição sobre França e Inconfidência que acontece no Anexo do Museu, partimos para a filmagem com a bailarina carioca Adriana Andrade, que há anos transita por Ouro Preto vestida como Marília de Dirceu. Chapéus, vestidos, anáguas, sombrinhas. Fala em nome de Marília, assina Marília, respira Marília. A gravação dura um tempo considerável, ela chora ao contar casos de Tomás Antônio Gonzaga, permite que apenas poucos da equipe entrem na casa. Mas não sei se é tão pirada quanto pintam na cidade. Estranha, sim, mas me pareceu bem lúcida quando fala sobre os inconfidentes, como no depoimento que fecha o filme: "As pessoas geralmente não se lembram disso, a não ser no 21 de abril, que é aquela coisa meramente teatral. Ir à praça, botar um buquezinho de flor, meia dúzia de palavras discursadas, e acabou o 21 de abril o Brasil todo não sabe quem é Tiradentes nem sabe o que representou o peso que a atitude dessas essas pessoas tiveram pra nós."

Segunda, 22 de junho.



Até então, estava me sentindo meio fora d'água, sem muito o que fazer - com o roteiro pronto desde sexta, a maioria das decisões eram tomadas agora por diretores e produtores (e posteriormente na edição, que é onde realmente se resolve um documentário). Mas com o adiantamento de uma cena e a não-aparição do diretor responsável por ela na segunda-feira de manhã, acabo aceitando o convite para dirigi-la.

A cena é com João Aidar Filho, antropólogo e também colega nosso na oficina. Falou tanto sobre o assunto na pré-produção que o Bigode praticamente o intimou a dar seu depoimento perante a câmera. O cenário escolhido é a Escola de Minas e sua Biblioteca de Livros Raros. Sugiro colocar o João andando, pra variar um pouco - a maioria dos entrevistados falavam parados. O primeiro take é na biblioteca, o segundo no pátio (esse acabou não sendo aproveitado, porque tinha muito barulho de carros e motos) e o terceiro também no mesmo lugar, só que este último com o João sentado. Ainda na Escola de Minas, sou entrevistado pela TV Mostra e apareço depois nas telonas do Cine-Praça e Cine Vila Rica (quem quiser ver, tá aqui).



À tarde, mais Paulo Augusto recitando Cecília, desta vez na imponente casa de Tomás Gonzaga. Ele aproveita e lê também, dramaticamente, a sentença de Tiradentes: "E separada a cabeça do corpo, seja levada a Villa Rica, onde será conservada em poste alto junto ao lugar da sua habitação, até que o tempo a consuma!".

Terça, 23 de junho.
Na terça-feira já estou de volta a BH. Enquanto isso, ainda filmam em Ouro Preto - já tínhamos recebido os certificados e encerrado oficialmente a oficina, mas precisavam gravar com o dr. Rui Mourão, diretor do Museu da Inconfidência, e ele só podia na terça. E eu trabalhando em Beagá, pensando assim: essa trabalheira toda e não vou ver o resultado. O filme estrearia no Cine Vila Rica às 21 horas, fechando a CineOP, e sabe-se lá quando - e se - conseguiríamos uma cópia.

Conclusão: peguei o ônibus da Pássaro Verde depois do trabalho e voltei para Ouro Preto a tempo de prestigiar a estréia de "Oui Uai", nome franco-mineiro que nosso curta recebeu (suspeito que o Bigode já tinha o título na cabeça desde o começo). Paulo Augusto, o ator, e Marília de Dirceu, vestida a caráter, também compareceram. Seu Tião do Doce, infelizmente, juntou toda a família para assistir ao seu momento de glória mas errou de lugar e foi parar na Casa da Ópera, uma pena.

Mas quanto à cópia: foi mais fácil que eu imaginava. Os dezessete minutos e vinte segundos de "Oui Uai" já caíram na internet, é só clicar aqui e assistir no Vimeo. Maluco, engraçado e razoavelmente coeso, para um filme feito por mais de trinta cabeças. Fica aqui meu agradecimento a todos os colegas de oficina, à turma que ajudou na produção (transporte, câmeras, edição) e ao Bigode.

No próximo post, os prêmios dos melhores e piores da quarta CineOP.

28/06/2009

Recordação de um passado presente, ou ou

4a Mostra de Cinema de Ouro Preto
Parte I



Morando em Beagá desde que vim ao mundo na Maternidade Octaviano Neves há boas duas décadas e meia, Ouro Preto deveria ser o meu quintal, o que não vinha sendo o caso nos últimos anos. Visitei a cidade muito na infância, incluindo as indefectíveis excursões de quarta série, mas de cinco anos pra cá só me lembro de duas passagens breves pela cidade, um almoço em 2004 e uma esticada a partir de Cachoeira do Campo em 2005.

Este mês tirei o atraso: foram três visitas em três semanas. A primeira, depois do Festival da Vida em Mariana. Almoçamos em um self-service na Rua Direita e demos uma passada na Calamidade Pública, república que recém-completou 11 anos de vida com uma obra de engenharia ímpar em suas imediações: uma caixa d'água só para encher de vodka com suco em pó, ligada a vários canos que deságuam em cinco torneiras no quintal. E você pensando que seu filhinho tava em Ouro Preto pra estudar.

A segunda e mais extensa ida a Villa Rica deu-se pela Quarta Mostra de Cinema de Ouro Preto, doravante abreviada pelo seu nome de guerra, CineOP. Já tinha ido em janeiro na Mostra de Tiradentes (sobre a qual teci algumas palavras no Cinema de Buteco), mas cometi na ocasião um erro primário: perdi o prazo para me inscrever nas oficinas. Desta vez, não quis ser burro reincidente e, tão logo abriram as inscrições, pus meu nome na lista da oficina de Realização em Curta Documental, ministrada pelo cineasta Luiz Carlos Lacerda. A proposta: "Instrumentalizar os participantes para a realização de um documentário, com a composição de uma equipe nos moldes de uma produção profissional, ocupando funções técnicas (produção, pesquisa, câmera e fotografia, som) e artísticas (direção, direção de arte, direção musical e edição)." Resumindo: pôr a mão na massa e produzir em 4 dias um documentário que seria exibido no encerramento da CineOP.

Zarpei pra Ouro Preto na quinta à noite e instalei-me no albergue O Sorriso do Lagarto, onde permaneci até segunda. Com isso, peguei praticamente a Mostra inteira - diferente de Tiradentes, a programação da CineOP é mais enxuta e dura apenas cinco dias. O pessoal da produção é o mesmo, e a estrutura é bem semelhante:

Cine-Praça - montado na Praça Tiradentes, com som excelente e imagem nem tanto, e o frio pegando. Pelo menos o céu azul era constante, evitando sessões canceladas como em Tiradentes.

Cine Vila Rica - cinemão tradicional da cidade, grande e bem inclinado. Lá exibiram muitos dos longas dos anos 70, tema da Mostra, como "Xica da Silva" e "A Ilha dos Prazeres Proibidos".

Cine-Teatro - teatro transformado em cinema para a exibição de alguns curtas. Ficava no Centro de Convenções, lá embaixão perto da Ferroviária, onde também aconteciam as oficinas e os shows noturnos pós-última-sessão.

Dessa vez vi bem menos filmes do que em Tiradentes. Lá foram 4 longas e mais de 30 curtas; aqui foram 14 curtas e 2 longas pela metade (dormi em "Xica da Silva", apesar de estar gostando bastante, e saí no meio de "Roberto Carlos a 300 km por hora" pra poder assistir ao Rendez-Vouz du Sam'di Soir, sobre o qual falarei mais tarde). Dos curtas, os que mais me apeteceram foram a animação Terra (Sávio Leite, MG) e as ficções Nas Duas Almas (Vebis Junior, SP) e Teresa (Paula Szutan e Renata Terra, SP). Os outros em geral são bem filmados, mas entregam-se a vícios que tenho observado na produção nacional recente - quem já assistiu ao vídeo Como Fazer Um Curta-Metragem Experimental, Cult e Pseudo-Intelectual vai me entender. E de inovadores acabam tendo pouco, porque se você vê coisas como Entr'Acte, de René Clair, que passou no Cine Vila Rica, percebe que em 1924 já faziam cinema experimental, e muito melhor.

No próximo post, os detalhes da produção - e o link para vocês assistirem - de "Oui Uai", o documentário que produzimos durante a quarta CineOP.

Quem

Lucas Paio já publicou contos em revistas e antologias, já dirigiu curtas-metragens e compôs canções, já ganhou um campeonato de aviões de papel, tocou teclado numa banda cover de Bon Jovi, morou na China e hoje vive em Berlim. É autor do romance de fantasia cômica MACADÂMIA, lançado em 2025.

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