Filmes de Dois Mil e Dôuze - Parte 27
DOZE HOMENS E OUTRO SEGREDO (Ocean's Twelve, EUA, 2004, dir. Steven Soderbergh)
Quando assisti no cinema, saí muito empolgado e escrevi que era "muito melhor que o primeiro" e "quase tão bom quanto Os Incríveis" (está nos arquivos do blog, é só procurar). Grande exagero, claro. Doze Homens é uma continuação divertida, evitando seguir a mesma história ao criar um improvável "campeonato de ladrões" e proporcionando momentos surreais, como Julia Robert interpretando Tess se fingindo de... Julia Roberts. (Mundo curioso esse do filme, em que todo mundo sabe quem é Julia Roberts e Bruce Willis, mas nunca viu George Clooney ou Brad Pitt.) Mas a opção por narrar os roubos em flashback acaba tirando a tensão, e as motivações dos personagens (como a mudança de atitude de Catherine Zeta-Jones em relação à ladroagem) parecem absurdas demais para que compremos a galhofa toda. Nota 3/5
TREZE HOMENS E UM NOVO SEGREDO (Ocean's Thirteen, EUA, 2007, dir. Steven Soderbergh)
Como o anterior, é um bom entretenimento, daqueles que não ofendem mas tampouco oferecem algo de novo. Não chega a ser um filme de "bromance", mas com Julia Roberts e Zeta-Jones ausentes e o novo roubo motivado por solidariedade ao personagem de Elliott Gould, é definitivamente a camaradagem que move a trama – até Andy Garcia passa para o lado dos "ladrões bonzinhos". É nítida a intenção de tornar nobres as atitudes criminosas dos protagonistas ("ladrão que rouba ladrão..."), com direito a doação para a caridade e uma recompensa tardia para o avaliador de hotéis (David Paymer) depois que ele tanto se ferrou. Questões éticas à parte, Soderbergh e seu elenco estelar se divertem com os planos mirabolantes, disfarces à la Hermes & Renato e uma montagem com transições dignas do Windows Movie Maker, e com isso nos divertem também. Nota 3/5
BATMAN - O RETORNO (Batman Returns, EUA/Reino Unido, 1992, dir. Tim Burton)
Meu preferido entre os Batmans dos anos 90, é um filme com muito mais acertos que o primeiro. Embora o tom continue fantasioso, com bebês criados por pinguins e mulheres ressuscitadas por lambidas de gatinhos, Tim Burton investe num clima de freak show que tira toda a leveza do bat-universo, apostando inclusive em insinuações sexuais a torto e a direito. Danny DeVito e Michelle Pfeiffer matam a pau e até Michael Keaton está mais sério como Batman e principalmente como Bruce Wayne, evitando o olhar abobalhado que repetia no primeiro filme sempre que estava "à paisana". O roteiro tem seus problemas, mas a bizarrice e algumas cenas que me ficaram na memória quando vi no cinema, lááá em 1992 (a Mulher-Gato costureira, o Pingüim mordendo narizes), compensam. Nota 4/5
(Resenha completa, escrita em 2010, no Cinema de Buteco)
BATMAN - A MÁSCARA DO FANTASMA (Batman: Mask of the Phantasm, EUA, 1993, dir. Eric Radosmki & Bruce Timm)
A série animada do Batman dos anos 90 conseguiu ser divertida sem descambar para a galhofa, séria sem ser chata, fiel aos quadrinhos e ao espírito do personagem e ainda gerou um monte de bonequinhos bacanas. Além disso, originou o único longa de animação do Morcegão a chegar aos cinemas. O estilo segue o desenho da TV: os traços são cartunescos mas cheio de sombras; o material é tratado com seriedade e quase não há alívios cômicos. A trilha "remixa" o tema de Danny Elfman com belos corais e o roteiro adiciona um elemento amoroso no início da carreira do Batman que é ausente na maioria das adaptações do herói. A cena de Bruce Wayne no túmulo dos pais, pedindo perdão por querer desistir do vigilantismo ("I didn't count on being happy...") é mais emocionante que qualquer momento dos filmes live-action. Nota 4/5





















































