15/09/2004

bISELHO - o flog!

Sim, eu sei que tem mais de um mês que eu não atualizo o blog, mas é que tô meio sem idéia.

Não, eu não vou acabar com o blog. Já estou tendo algumas idéias para novas séries de posts, é só esperar (sentado).

Sim, eu criei um fotolog e pode chamá-lo de mais um projeto inacabado, mas não deixe de visitar e comentar. O endereço é http://biselho.flogbrasil.terra.com.br.

Não, eu não tenho mais nada a dizer neste post, a não ser: visitem bISELHO, o flog!

10/08/2004

Que pena...



Um passarinho acabou de chocar-se contra a minha janela. Temo pelo futuro do bicho, já que algumas penas do coitado ficaram grudadas no vidro. Não é nem a primeira vez que isso acontece. Deve ser a terceira ou quarta, em menos de um ano que eu moro aqui. Será que preciso colocar alguma placa de trânsito, tipo "Pare" ou "Estacionamento Proibido" pros passarinhos pararem com essa mania?

23/07/2004

"Esse documento não prova nada, prova só que o Coringa é um filho da puta!"



Dia desses encontrei uma comunidade no Orkut sobre um tal "filme do Bátiman". Entrei e vi os tópicos relacionados, pessoal falando que era um clássico, que usava as frases do filme no dia-a-dia, e tudo mais. Tinha um endereço lá pra baixar o troço na Internet e resolvi encarar os cento e tantos mega do arquivo de vídeo.

É um barato. Segundo consta, lá pelos idos dos anos 80 uma dupla de à-toas pegou um episódio do seriado do Batman da década de 60 e redublou, transformando aquilo em um aglomerado de cenas desconexas, com diálogos estilo Hermes & Renato (mantenha longe do alcance das crianças). Quem quiser se aventurar, vale a pena fazer o download do filme: está nesta página. Você também pode visitar a home page oficial enquanto pega o filme.

Alguns dos melhores momentos:

- quando Batman, cansado dos xingamentos de Robin, declara: "Pára de falar palavrão, Robin! Você é um menino, eu que te criei! Vou te colocar num colégio interno!"

- quando Batman revela ao seu arqui-inimigo: "Eu não tenho pinto, Coringa. Eu sou eunuco."

- quando um sujeito vê o Robin chegando e diz: "Porra, o Robin, aquele viadinho! Até minha vó sabe que esse cara é bicha"

Ok, não é um humor muito inteligente mas é divertido pacas ver os próprios personagens dizendo essas baboseiras todas. Enquanto não sai o próximo filme de verdade do home-murcego, com Christian Bale no papel principal e Christopher Nolan (o diretor de Amnésia) na direção, assista esse aí.

21/07/2004

"É como do Arpoador não ver o mar..."



Eu nunca tinha ido no Rio de Janeiro. Aí resolvo fazer um passeio daqueles de turista mesmo, e de quebra ainda pegar uma praia, mergulhar a cabeça no oceano Atlântico... e só chove. Devem ser as águas de março, invadindo o inverno. Quando não chovia, fazia um frio de rachar. Mas deu pra ver muita coisa. Por exemplo:

Cristo Redentor. Tem escada rolante e tudo pra subir até lá em cima. A vista é fantástica, já que o Corcovado é o ponto mais alto do Rio de Janeiro. Uma gringaiada que só vendo, o que você menos ouve lá é português. Eu só imaginava o Cristo maior, quando via na TV o Didi Mocó escalando o monumento.

Bondinho do Pão de Açúcar. Confesso que esperava um pouco mais. A vista lá do Cristo é melhor e no dia que eu fui ainda tava chovendo. Você entra no negócio quatro vezes: do chão até o Morro da Urca, do morro até o Pão de Açúcar, e depois o caminho inverso. Em pé. E o Dentes de Aço (do filme 007 Contra o Foguete da Morte) nem apareceu para cortar com os dentes o cabo de aço do bondinho.

"Celebridades". Tá certo, ninguém que valesse a pena um autógrafo ou uma foto do lado, mas a fama que o Rio tem de um artista por esquina é verdadeira. Em três dias lá, vi do meu lado Marieta Severo, Oswaldo Montenegro e Paloma Duarte, Bruno Medina (do Los Hermanos), Cláudia Jimenez, Carolina Ferraz e Renata Ceribelli (apresentadora do Fantástico). Nenhum deles veio me pedir um autógrafo.

As praias. Leia-se: Copacabana e Ipanema, além de um pulinho na Pedra do Arpoador (quem for lá, visite, a vista também é ótima, fica no finzinho de Ipanema, do lado da Praia do Diabo). Em Copacabana tem uma estátua do Carlos Drummond de Andrade sentado num banquinho, e no dia que passamos lá tinha um catador de latinhas batendo um papo muito animado com o poeta. A foto daquela cena hilária é agora o papel de parede do meu computador.

Ponte Rio-Niterói. Fizemos a besteira de atravessar os 14 quilômetros de ponte num táxi. Uma fortuna pra ir e outra pra voltar. Tudo isso pra ver o Museu de Arte Contemporânea, um disco voador projetado pelo Niemeyer, que adora projetar discos voadores. Como alguém escreveu no livro de visitas do lugar: "Museu 10. Obras 2." E o taxista, que além de colocar Kenny G no rádio do carro, ainda nos contou que tem dezenas de operários "segurando" a ponte com seus cadáveres desde a época da construção?!

27/06/2004

Trocadalho do carilho!



Ok, a notícia tem três anos e não é tão nova assim, mas certas coisas merecem ser divulgadas, mesmo porque eu acabei de ler isso aqui na Internet. Em abril de 2001, uma garçonete americana chamada Jodee Berry (essa garota sorridente aí da foto) ganhou uma espécie de concurso no restaurante onde trabalhava. A disputa era de quem vendia mais cerveja, e o prêmio, segundo a gerência, seria um "Toyota". Feliz por ter ganho o carro, ela foi vendada e levada ao estacionamento do local, onde finalmente viu que tinha ganhado... um bonequinho do Yoda! Um "toy Yoda"! Hahahahahaha...

Pois é, eu estou rindo e os funcionários do restaurante, inclusive o gerente, também riram, mas a mal-humorada da garçonete não achou graça, pediu demissão uma semana depois e ainda processou o restaurante, pedindo como indenização o valor de um Toyota! Vê se pode? Essa é uma que merece o apelido de "Lunga"... e eu pergunto: custa, ver a vida com um pouco mais de bom-humor?

Pra quem duvida que isso ocorreu, leiam aqui. Certas pessoas ainda duvidam que eu fale a verdade...

25/06/2004

The Muffin Man?? THE MUFFIN MAN!!



A seqüência de Shrek, que assisti ontem, é quase tão boa quanto o filme original. Tudo bem que a moral da história é a mesma e as músicas decaíram, como foi bem observado no Cinema em Cena, mas o Burro continua engraçado, o Gato de Botas é um barato e há ainda mais paródias de filmes famosos, desde mais óbvias quanto O Senhor dos Anéis (com os anões da Branca de Neve "forjando" o anel de noivado de Shrek e Fiona) até sutis, como quando o Gato de Botas resgata seu chapéu como Indiana Jones.

Mas o mais legal da agora série "Shrek" são mesmo as sátiras aos contos de fadas. Me lembra um dos meus duzentos projetos inacabados, uma idéia que eu tenho há tempos, de uma história chamada "O Retorno do Lobo Mau", misturando Cachinhos Dourados, Chapeuzinho Vermelho e Branca de Neve numa coisa só. É mais ou menos o que fazem neste filme. Se no primeiro os personagens mais famosos apareciam só como pano de fundo, neste eles têm mais destaque, começando pelo Gato de Botas que parece o Zorro, João e Maria com as clássicas migalhas, e a sacanagem que aprontaram com o Pinóquio.

Assistam ao filme, e observem todos os detalhes, pois é típico de "Shrek" dedicar uma atenção especial àquelas coisas que a gente só percebe na segunda vez que assiste. E, por favor, fiquem no cinema durante os créditos e me contem como é a cena que passa depois que o filme acaba, porque fui embora sem saber de nada e li na Internet que tem uma cena adicional fantástica! Maldição!!

22/06/2004

21/06/2004

"I wanna be wanna be wanna be Jim Morrisson..."



Sapassado fui num show com o Bruno, meu primo, só de bandas cover. Chamava-se "Tributo aos Poetas do Rock". Tirando a espera interminável que fomos obrigados a agüentar (o show era às 10, e chegamos às 9h20 pensando que ia estar lotado, só que na verdade abria às 10; conclusão: tivemos que esperar num boteco até as 10, e depois esperar até meia-noite e meia, quando começou o primeiro show), foram quatro shows legais:

Overdoors: cover de The Doors. O vocalista saudava "a tríade sexo, drogas e rock'n'roll" (nas palavras dele) a todo momento, e ostentava o jeitão do Jim Morrisson. Apesar de só conhecer as mais manjadas, gostei, exceto a última música, "The End", que recentemente foi eleita um dos 50 piores hits de todos os tempos. Com razão.

Urbana: o nome criativo já indica que é cover de Legião. É como se uma banda cover de Led Zeppelin se chamasse "Zeppelin", ou de Foo Fighters se chamasse "Fighters", ou de Los Hermanos se chamasse "Hermanos", e... cês entenderam. O vocalista tinha a voz idêntica à do Renato Russo quando cantava. Já quando "conversava" com o público, era bem diferente, principalmente porque ele estava bêbado, bebia um gole de vodka no bico a cada refrão e ainda distribuía vodka pra galera, que levantava seus copos de plástico enquanto a música rolava. Quando ele cantou "Eu não tô legal... não agüento mais birita", parecia que a letra tinha sido feita pra ele.

Trem das Sete: cover do Raulzito. O vocalista também tinha a voz idêntica a quem ele estava imitando, mas fisicamente parecia mais com o Falcão ("I'm not dog no...") do que com o Raul. Muita gente parecia estar lá pra ver essa banda, porque o Lapa Multshow ficou subitamente vazio no show seguinte, do

Lurex, cover de Queen. O vocalista imita o Freddy Mercury em tudo, até nos socos no ar, menos no bigode (imagino que ele já tenha tentado, mas deve ter ficado ridículo). Só "Bohemian Rhapsody" ao vivo, com a parte da opereta e tudo (que nem o Queen fazia ao vivo, nos shows deles era playbakczão mesmo) valeu o show.

Outro show de banda cover muito bom que eu fui esses dias foi o Hocus Pocus, cover dos Bítous, que tava fazendo vinte anos de banda e comemoraram com um show no Teatro Sesiminas, com trio de metais e orquestra de câmara. Um barato. E "The End" por "The End", sou mil vezes a canção dos Beatles.

11/06/2004

Piada de português - parte II



No dia 17 de março deste presente ano, escrevi neste blog um post demonstrando minha indignação pelo fato do festival de rock acontecido em Lisboa na última semana ser chamado Rock in Rio Lisboa, e não Rock in Lisboa, como seria evidentemente lógico.

Só que acabei de ler uma reportagem sobre o tal evento, e descobri que até os portugas lusitanos se sentem incomodados com o nome esdrúxulo do festival. A culpa, na verdade, é de Roberto Medina, o famoso produtor do Rock in Rio, mencionado várias vezes no festival de 2001 (acontecido, veja só!, no Rio de Janeiro) em gritos de guerra como "Ei, Medina, vai tomar no cu!". Medina quer fazer um novo "Rock in Rio Lisboa" em 2006, mas o próprio prefeito da cidade pediu ao empresário que mudasse o nome do troço para, veja só novamente!, Rock in Lisboa. "Como Medina afirma que Rock In Rio é uma marca, eles ainda vão negociar bastante", diz a reportagem. Como pode??

08/06/2004

Webmaster, eu? (Parte II, e contando)



Para aqueles que insistem em fazer troça de meus projetos (leia-se Leandro Fabel e Bernardo Silvino), escrevo estas linhas para apresentar... meu novo projeto: o site do ABWNN, minha banda.

Nas últimas semanas, escrevi vários textos sobre a história da banda, os shows, curiosidades das músicas e o diabo a quatro; eu e o Bruno (baixista) fizemos um novo visual, scanneando uma folha de caderno para usar como o fundo do menu, e uma folha de papel para ser o fundo da página; e passei a tarde de ontem inteira só pra colocar o site no ar (uma imprevista mas necessária mudança de servidor, do Ubbi para o Geocities, foi o principal motivo da demora). O endereço é www.abwnn.tk ou http://geocities.yahoo.com.br/abwnn.

Ah, as capinhas acima, paródias do Ten do Pearl Jam e do primeiro disco dos Raimundos, estão na seção de Curiosidades do site, junto com um bocado de outras montagens semelhantes (todas feitas no Paint). Em breve (e mais breve do que os meus perseguidores imaginam), mais coisas no ar. E ponto final.

05/06/2004

Lonely Tylenol



Há uns dois anos, li um texto de um cara que tinha escrito um livro sobre palíndromos (frases simétricas, a mais conhecida é "Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos"). O livro chama-se "Tucano na CUT" e, além da história completa dessas frasesinhas, tem uma lista de palíndromos, tanto famosos quanto feitos pelo próprio autor. Na época, fiquei imaginando se seria mesmo fácil criar palíndromos e, um ano e meio depois, mais ou menos, ao ler o texto novamente, resolvi tentar, mesmo que nunca conseguisse fazer algo do nível de "Me vê se a panela da moça é de aço, Madalena Paes, e vem", meu preferido.

Minha primeira tentativa não foi muito brilhante: "Soni, hoje vejo hinos". Mas, naquela mesma noite de domingo, e nos dias seguintes, fiz alguns outros que me deixaram orgulhoso. Os melhores:

"A Margarita atira grama"
"Lonely Tylenol"
"Ai! A boca da cobaia!"
"Lá na cabana, bacanal"
"E ela tira Rita Lee"

O processo que uso é bem simples: fico escrevendo palavras ao acaso, normal e depois invertidas. Quando noto algo interessante, tento desenvolver. O da Margarita surgiu assim. Li no Guia dos Curiosos Língua Portuguesa a palavra "Margarita", inverti e deu "Atiragram", e aí foi questão de segundos. Infelizmente, a produção inicial caiu muito nos últimos meses, mas já consegui discípulos: minha colega de sala Ariane, no começo desse ano, chegou com uma lista de palíndromos feitos por ela em uma tarde. "É torresmo com serrote!" foi um deles.

Meu projeto futuro é fazer um livro de fotos representando os palíndromos que fiz (a imagem acima é uma amostra da idéia que tenho). Enquanto minha produção palindrômica não volta aos bons tempos e não entendo lhufas de fotografia, pretendo criar um fotolog nos próximos meses, com foto-palíndromos com frases minhas e palíndromos famosos. Só não decidi ainda se coloco como nome do site "Lonely Tylenol" ou "Pivete VIP". Pensando bem, vou pensar numa terceira opção.

30/05/2004

A melhor coisa para se fazer numa terça-feira à tarde



Lembrei desse caso há uns dias, ao passar perto da Lagoa da Pampulha. Foi no começo do terceiro ano, em fevereiro de 2002, e nós, estudantes nada atarefados, inventamos de passar uma tarde no zoológico. Saímos numa terça-feira (a entrada era de graça nesse dia) depois da aula, e conseguimos chegar no famoso Zoológico de Belo Horizonte depois de pegar dois ônibus e chegar lá morrendo de fome. Lista de presença: Gustavo, Sara, Aline, Thaís, Paty e eu (pergunte a todos esses sobre esse dia que vão começar a rir).

A visita em si não teve nada de especial: vimos os macacos, as aves, as cobras, o gorilão, tudo aquilo que a gente vê quando vai no zoológico pela excursão da escola, lá pela primeira ou segunda série.

O problema foi na hora de ir embora. Meu pai, que trabalha numa empresa na Pampulha, se ofereceu pra levar a gente pra casa. Nós saímos do zoológico umas 4h30, e, como ele só saía do trabalho às 6h, teríamos que ir até lá ou ficar esperando uma hora e meia sem fazer nada, já que o zoológico fechava cedo.

Até hoje não sei se há um caminho mais curto do zoo para a Avenida Portugal, mas naquele dia nós, com certeza, pegamos o mais longo. Lá fomos, nós seis, contornar a lagoa. Andamos uns 40 minutos, sem chegar a lugar nenhum. Cansado de andar, o Gustavo resolve tomar uma atitude brilhante: atravessar a lagoa, num ponto que supostamente dava pra passar. Ficamos olhando de longe.



Mal ele pisa lá dentro, dá uns três passos e grita: “Vou pegar xistose!!”, e volta, com os dois tênis na mão, depois de ter “atolado” na Lagoa da Pampulha.

Seguimos andando, sem esperanças de chegar na Avenida Portugal a pé. Segunda idéia genial: pegar carona com o primeiro maluco que aceitasse dar carona para seis adolescentes. Depois de várias tentativas frustradas, um cara com um carro minúsculo parou pra gente. Ironicamente, foi nessa hora que minha mãe me ligou no celular, perguntando onde eu estava. “Tô entrando num carro aqui, mãe”, disse eu, e imagino a cara que ela deve ter feito. Minha sorte foi ficar no banco do passageiro, enquanto os outros cinco se espremiam, sei lá como, no banco de trás.

O motorista acabou nos deixando num posto de gasolina na própria Portugal, mas num ponto razoavelmente distante da empresa. Lá estávamos nós a pé novamente, e isso já devia ser umas 5h40 ou mais. O detalhe é que eu nunca tinha ido na empresa a pé, e não fazia a mínima idéia de como chegar lá, já que a Portugal faz curvas e mais curvas. Um bom tempo depois, através de conversas (mais de uma) com meu pai pelo celular, passamos o Labareda, o Via Brasil, o restaurante Três Meninas (um dos vários com esse nome na mesma região, o que confundia ainda mais nosso senso de direção) e, finalmente, conseguimos chegar. Às 6h da tarde.

Felizmente, meu pai ofereceu umas coca-colas ao meus cinco colegas, mortos de fome, sede e cansaço como eu. Foi o que salvou minha vida das mãos deles quando meu pai, mais de 6h da tarde e depois do fim do expediente, declarou:

- Era só ter me ligado que eu buscava vocês!

11/05/2004

Webmaster, eu?

Essa história minha de ficar enrolando para atualizar o blog não é de hoje. Desde 2000, quando comecei a fuçar no Front Page (meus conceitos de html evoluíram pouquíssimo desde então), costumo ter muito gás no começo e depois deixar a preguiça tomar conta. Mas não se preocupem, ó fiéis fãs e leitores, que este blog não padecerá do mesmo fim. E, já que eu falei em quando comecei a mexer no Front Page, segue aí um breve histórico de meu passado negro como webmaster. Começando por...

Linxz
Foi a primeira tentativa, minha e do meu primo Bruno, de criarmos um site. Ele traria links de várias páginas legais. Não causarei surpresa ao dizer que ele não durou nem uma semana. Também, mas que idéia...

Bullshit
Esse durou mais tempo, e está no ar até hoje, podem visitar. No início de 2000, juntei um monte de piadas e textos engraçados que eu tinha no computador e, no dia 21 de março, coloquei tudo no ar sob o nome de Bullshit. Empolgado em ter um próprio site na rede, eu atualizava todo dia. Durante 52 dias foi assim, até que simplesmente cansei e fiz a derradeira atualização no dia 17 de maio. O guestbook continua lá, intacto (embora já tenha parado de funcionar faz tempo), e até 2002 ainda tinha gente que assinava.

1002 - site oficial
Na mesma época em que fazia o Bullshit, eu cursava o primeiro ano do ensino médio e foi então que eu e mais dois amigos (Léo e Adriano) tivemos a fantástica idéia de criar um site da turma. Fez um grande sucesso na sala, já que as atualizações também eram diárias e contavam, como num jornal online, tudo o que tinha rolado na escola nos últimos dias. Infelizmente, a seção que falava carinhosamente dos professores nos obrigou a tirar o site todo do ar assim que eles descobriram, além dos três dias de suspensão e da fatídica reunião com nós três, nossas mães, os professores e os diretores da escola. E onde fica a liberdade de expressão?

Watchmen Brasil
Meu projeto mais bem-sucedido no campo da internet. O que não é lá muita coisa, é verdade. Watchmen é uma série de 12 edições, em quadrinhos, que eu li em 1999 pela primeira vez e que achei simplesmente a melhor coisa feita nos quadrinhos (ainda mantenho a mesma opinião até hoje). No segundo semestre de 2000, decidi fazer um site destrinchando a série, que é lotada de detalhes e merece umas quatro leituras para ser compreendida totalmente. No início, claro, as atualizações eram constantes, mas ultimamente venho mantendo a média de uma por ano (a última foi em 03/02/2004). A repercussão do site foi até boa entre os fãs de quadrinhos, e no ano passado me rendeu uma entrevista no site Alan Moore Senhor do Caos, feita por e-mail (o cara me mandou um bando de perguntas no Word, eu respondi e mandei de volta). Poucas pessoas que me conhecem sabem da existência desse site, mas não faz muito sentido alguém que nunca ouvir falar da revista visitá-lo. Já a entrevista é até curiosa. Quem tiver paciência (são umas 3 páginas), é só clicar aqui.

A.V.U.L.S.O.
Minha primeira experiência no mundo dos blogs foi esse aqui, criado em agosto de 2003 junto com um colega. O legal é que é um blog da sala toda, e muitas pessoas postam regularmente (eu mesmo tenho postado muito pouco). Outra coisa curiosa é a enorme quantidade de visitas que recebemos por dia, segundo o contador. Só que os comentários são sempre das mesmas pessoas, e todas da nossa sala. E, ao contrário do que aconteceu na época do site da 1002, nesse blog alguns professores visitam e comentam. Até começarmos a falar mal deles, tenho certeza.

bISELHO
OK, pessoal, prometo que vou tomar vergonha na cara e atualizar essa porqueira aqui, mas comentem também, pô! Se alguém não sabe como fazer isso (sei lá, às vezes...), basta clicar no linkzinho logo abaixo do "escrivinhado às tantas horas por Lucas Paio". E, caso eu fique muito tempo sem postar, divirtam-se com os sites listados acima. O visual é precário e tosco em todos eles, mas ah, quem liga pra isso?

06/05/2004

Smelly cat, smeellly cat...



A décima e última temporada do seriado Friends voltou a passar na Warner, todas as terças-feiras às 8 da noite. Estou assistindo só pra ver aonde aquilo tudo vai dar. Algo como uma curiosidade mórbida. Desde a sexta temporada, o seriado só vem decaindo, decaindo, decaindo e o episódio que eu vi na última terça (onde eles, provavelmente pela décima vez, comemoram a Ação de Graças) é simplesmente horrível. As histórias são banais. As piadas são fracas. E os atores estão trabalhando pior do que nunca, talvez por saberem que podem pedir 1 milhão de dolares por episódio (sim, é isso mesmo que eles ganham) mesmo trabalhando mal e ainda assim os produtores vão mantê-los ali.

Entre as milhares de classificações possíveis, o mundo pode ser dividido entre aqueles que assistem Friends e os que não assistem. Pra quem começa a ver avulsamente, não vai achar muita graça (a quantidade de piadas internas foi aumentando a cada temporada), mas se você assistir regularmente, vai ver que é legal.

Com tantas reprises e "maratonas" de episódios na TV a cabo, já devo ter visto todos os episódios da série. As melhores temporadas, sem dúvida, são as primeiras. A segunda talvez seja a melhor, com Dr. Drake Ramoray e tudo mais. Atualmente, a Warner está exibindo o quarto ano, todos os dias, meio-dia e meia com reprise às sete e meia da noite. Um dos melhores episódios deve passar hoje, se meus cálculos estiverem corretos: é um em que eles fazem um jogo pra ver quem sabe mais sobre a vida dos outros: os caras ou as mulheres.

Lá pro começo do sexto ano, a coisa desandou de vez. Historinhas água-com-açúcar (Chandler e Monica morando juntos, noivando, casando e finalmente casados; Rachel e Ross tendo uma filha; e blá, blá, blá, tudo sem graça). Os personagens foram sendo descaracterizados, e hoje soam mais falsos do que o cigano Igor em Explode Coração (putz, desenterrei essa). A sem-gracice foi aumentando proporcionalmente ao salário milionário (literalmente) dos seis atores principais. E ainda: um dos personagens (Joey) ainda vai ganhar, depois do fim da série, seu próprio seriado, interpretando o mesmo cara que fazia em Friends. Assistam os Simpsons que, mesmo em fim de carreira e caminhando para um final também sem graça, é melhor.

02/05/2004

Cabeça, ombro, joelho e pé

(da série "Listas esdrúxulas")



Darwin certamente estava certo em sua teoria da evolução das espécies. Só isso para explicar porque Deus colocaria no ser humano coisas tão sem utilidade como as amígdalas (tão inútil quanto o G mudo que fica no meio da palavra), o órgão linfóide timo, que simplesmente desaparece na adolescência (obrigado, Dr. Bruno Paio, pela caríssima informação!) ou as verrugas. Mas a minha lista dos três órgãos / pedaços do corpo humano mais inúteis é a seguinte:

1- Dentes siso
Esse é quase unanimidade. Quatro dentes que nascem quando o indivíduo está lá com seus 18 anos e o obrigam a arrancá-los e passar um fim-de-semana inteiro a base de sopa e sorvete. Sem falar nas bochechas, que ficam comparáveis às do Popeye ou do Fofão. Felizmente eu nasci sem nenhum deles, o que certamente causa inveja em muitos dos meus amigos. Desculpa, galera. É só um sinal de evolução!...

2- Apêndice
A finalidade dele é única e clara: inflamar. Aí o sujeito precisa operar às pressas porque está sofrendo de uma coisa que mais parece nome de cidade americana (Apendy City). Sem falar na cicatriz, que é uma beleza. E a pessoa ainda fica com aquele vazio por dentro...

3- Dedinho do pé
Esse foi o motivo que me inspirou a fazer essa lista, simplesmente porque hoje de manhã consegui uma de minhas maiores proezas: quebrei o dedinho do pé. Sim, aquele, o menor de todos, na extrema esquerda (foi o pé esquerdo), e certamente o mais inútil. Quebrei batendo o coitado na porta do banheiro, apressado. O diabo é que o pequeno é tão insignificante quando está saudável, mas quando ele se quebra te impede de andar com certa velocidade. Conclusão: de tanto zoar um amigo meu conhecido popularmente como "Manco", estou que nem ele. Quem disse que Deus não castiga?

Quem

Lucas Paio já publicou contos em revistas e antologias, já dirigiu curtas-metragens e compôs canções, já ganhou um campeonato de aviões de papel, tocou teclado numa banda cover de Bon Jovi, morou na China e hoje vive em Berlim. É autor do romance de fantasia cômica MACADÂMIA, lançado em 2025.

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